domingo, 29 de janeiro de 2017

: COMENTÁRIOS SOBRE A IGREJA BRASILEIRA, SUA LIDERANÇA E A MÚSICA GOSPEL

Há dias eu disse para vocês, meus amados, que viria aqui e me sentaria ao seu lado, para tentar rabiscar alguns pensamentos que eu tenho sobre a tão propalada “igreja evangélica brasileira” independente de todas as suas cores denominacionais. Fiquei um pouco adoentado e adiei a oportunidade. Mas hoje estou aqui. Vamos conversar.  
E mesmo não andando bem de saúde, como outrora, tendo estado até internado, recentemente, para cuidados especiais - mesmo assim, não posso fazer corpo mole, senão vou pra cama e ficarei todo entrevado, e eu hein, tenho hoje procurado rabiscar algo bem pensado, bem analisado, em companhia da minha já tão rabiscada e anotada velha Bíblia sempre aberta ao meu lado, e com  muito cuidado, diante de Deus, pretendo dar a minha opinião, procurando não ser o “dono da verdade”, para não ser novamente chamado de “chato” por alguns, como já disseram que eu sou em alto grau – e eu concordei com essa analise sincera de alguns em número, gênero e grau! – e aqui estou tão-somente para fazer os demais companheiros pensarem juntamente comigo, sobre um assunto tão controvertido, e que depois de escrito, pretendo postar em todos os nossos grupos que tenho acesso ou naqueles que deixam que eu tenha acesso.
Vejam, estou com a minha Bíblia aberta, em II Timóteo 3.1-7, 14-15 e II Timóteo 4.2-5 e I Timóteo 6.11. Tenham toda a paciência possível comigo, mas eu preciso transcrever todos estes textos acima mencionados, para não dar trabalho a vocês de irem procurar em suas Bíblias:
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, amigos dos prazeres que amigos de Deus., tendo forma de piedade, negando-lhe entretanto, o poder. Fogo também deles. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade... Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus... prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se ás fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério... Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão”.
Creio que eu ou estou ficando quase muito velho demais ou sou mesmo muito quadrado, ultrapassado demais e vocês necessitam ter uma paciência exagerada para comigo, pois Paulo diz: “suportai-vos uns aos outros...” (Colossenses 3.13), e ele também diz: “suportando-vos uns aos outros em amor”! (Efésios 4.2), por isso eu desejo que vocês me ajudem a descrever o quatro que se encontra pintado por aí afora, para que eu não faça uma análise estrábica e embaciada. Ajudem-me!
Enquanto cuidava das necessidades de seu rebanho, Timóteo também deveria cuidar de si mesmo. E Paulo o orienta: “Tem cuidado de ti mesmo” (I Timóteo 4.16). As palavras: “Tu, porém indicam um contraste entre Timóteo e os falsos mestres. Eram homens do mundo, enquanto Timóteo era um “homem de Deus”. Esta era a grande diferença! 
Paulo manda Timóteo fugir: “foge destas coisas” (I Timóteo 6.11).  “Homem como eu fugiria?”, perguntou Neemias (Neemias 6.11). Mas, em outras ocasiões, fugir aqui é sinal de sabedoria e um meio de alcançar a vitória. José fugiu quando foi tentado pela esposa do seu senhor (Gêneses 39.12), e Davi fugiu quando o rei Saul tentou matá-lo (I Samuel 19.10). O verbo “fugir” que Paulo usa aqui não se refere ao ato literal de correr, mas sim ao ato de Timóteo separar-se dos pecados dos falsos mestres. Trata-se uma repetição da admoestação em II Timóteo 3.5: “Foge também destes”.
Hoje o que não falta no “mercado” é falsos mestres. Eles trombam entre si. Parece-me, não comparando mal, eles estão ali na nossa esquina, olhando para nós, rindo de nós e para nós. Não satisfeitos, eles vem para a porta da nossa casa ou na porta da Casa do Senhor e, se nos descuidarmos e não vigiarmos, eles entrarão e sentarão ao nosso lado, e quem sabe, tentarão passar a perna em nós e começarão a querer nos ensinar e a querer ensinar ao nosso povo. Então hoje todo cuidado é pouco. Precisamos dormir com um olho fechado e outro aberto, bem aberto! Repito: todo o cuidado é ainda pouco!
Não queiram saber como estou temeroso em não ter ainda aprendido a amaciar os meus rabiscos, nem adocicar a escrita como gostaria, e como muitos sugeriram para não ser cada vez mais chato, mas para os comerciantes do templo o melhor instrumento ainda continua sendo o tradicional azorrague com firmeza, como assim fez o Senhor Jesus!...  
Hoje temos pastores e ‘pastores’ para todos os naipes, para todas as cores e para todos os gostos. O termo “pastor” para alguns ficou hoje muito pobre quase vazio, deselegante e passaram a usar o termo ‘bispo’, por ser mais chique e imponente, mesmo sem se importarem sobre o seu verdadeiro significado. E depois de certo tempo, não mais satisfeitos, fizeram um ajuntamento de ansiosos por novidades e sempre em busca de modismos, e se intitularam de ‘apóstolo’. Ora vejam só. Isso ficou muito mais chique! Mas também não ficaram satisfeitos e a invencione tresloucada já tem chegado a ‘pai-apóstolo’, e eu não duvidaria jamais que a recreação estapafúrdia de alguns, quem sabe, deixaria muitos a ficar satisfeitíssimos, se dentro de pouco tempo não pensassem em usar o termo honorífico de ’vice-deus’. Você duvida?! Não duvide, porque tudo é possível entre os estranhos moradores desse mundo de meu Deus!
Aqui para nós, o elemento que se intitula ‘apóstolo’, de duas uma: ou ele é ignorante ou ele é mal intencionado. Parto do pressuposto de que a maioria dos que se dizem ‘apóstolos’ não sabe, de fato, o significado desse termo e não entenda que esse ministério é um ministério que não existe mais, até porque, na minha pálida perspectiva, apóstolo, no que tange à revelação, é aquele que teve condições de ver o Senhor Jesus, de andar com Ele, e a condição de ter algumas revelações que se transformaram em livros aos quais nós consideramos canônicos. Esses entre nós não os temos mais. Eles cessaram.
Eu acredito que nós temos apóstolos numa outra perspectiva, indivíduos missionais que foram chamados para plantar igrejas em lugares onde nunca se teve absolutamente nada. O grande problema é que os ‘apóstolos’ modernos, os de hoje NUNCA saíram de sua cidade, nem do seu gabinete climatizado, e nem do seu trono majestoso, e nunca plantaram absolutamente nada, principalmente igreja nos termos bíblicos!
Tem vocação apenas para ‘mandar’. São os novos ‘coronéis da fé! São ágeis em tiram ovelhas displicentes dos apriscos dos outros, são mentores de outras igrejas, e agora arranjaram um termo exótico, um substantivo adjetivado de ‘cobertura espiritual, e se consideram os ‘donos da verdade’. E sua palavra é quase similar a Palavra de Deus: o ‘apóstolo’ falou, está falado e vira ‘escritura sagrada’ e não pode ser a sua palavra contestada... Quem pode manda; quem tem juízo e é subserviente, obedece. E ponto. É uma imitação grosseira do assim-chamado ‘magistério’ da Igreja de Roma. Da mesma forma como o assim-chamado “movimento de renovação carismática católica-romano” é uma imitação grosseira e herética (I Coríntios 10.19-20) diametralmente oposta aos pentecostais clássicos, históricos que, em minha opinião são crentes sinceros, embora com algumas de suas posições teológicas defeituosas. Defeito não é heresia.
Tenham paciência comigo e sejam um poucochinho mais generosos para comigo, no entanto eu faço uma distinção entre pentecostais clássicos, os históricos com os que se dizem ‘pentecostais’, os quais para mim, são destrambelhados, aqueles que surgem na calada da noite, e por falta do que melhor fazer, criam suas ‘igrejas’ estapafúrdias, com nomes mais estapafúrdios ainda e hilários, como botecos que surgem bem ali e que são montadas de qualquer maneira na primeira esquina. Acontece que, por causa do nosso preconceito doentio, misturamos alhos com bugalhos! Ou não?!...
Li certa vez no livro “Crise Evangélica” Editora Raízes, do notável jovem Pr. Luiz Tarquínio Pontes Neto, líder da PIB de Pato Branco-PR, que “a conversa que o Senhor Jesus teve com Pedro é impossível de ser esquecida! Talvez tenha sido a lição mais importante que ministrou ao apóstolo. Por três vezes, perguntou: “Simão, filho de João, tu me amas? Apascenta os meus cordeiros... pastoreia as minhas ovelhas...”,  apascenta as minhas ovelhas... (João 21. 15-17). Cristo desejava ensinar a Pedro por meio deste interrogatório que não havia nada mais importante do que o bem estar dos seus discípulos. Toda esta paciente conversa com o apóstolo tinha uma lição central, ministrada homeopaticamente por Jesus”.
E Luiz Tarquínio continua: “Trocando em miúdos, Jesus queria dizer o seguinte: Pedro, se você realmente me ama, se realmente deseja me servir, se quer encher meu coração de alegria, dando regozijo a minha alma, então, filho, cuide daquilo que é mais precioso para mim, tome conta do que me é mais caro, daquilo que Eu mais amo. Cuide, Pedro, das minhas ovelhas, dos meus cordeiros, assim como eu cuidei de você”! Que mensagem, que lição! 
Os ‘coronéis da fé’ são os ditadores do Evangelho, aqueles que tratam os filhos de Deus como pessoas que lhes servem com instrumento de satisfação pessoal. Hoje, vemos a multiplicação significativa de pessoas que acreditam que sejam donas das outras.
Dentro desta perspectiva, a pessoa não pode fazer absolutamente nada sem a autorização do ‘pastor ungido’, do ‘bispo ungido’, do ‘apóstolo ungido’ ou do ‘pai-apóstolo ungido’, seja quem for. Eles se acham ‘donos’ das coisas espirituais, donos de quem quer que seja. Partem do pressuposto de que, como são donos de herética ‘cobertura espiritual’, quando alguém ousa divergir deles, eles se arvoram e dizem que aquele insubordinado está ‘tocando no ungido do Senhor’ e se tocar no ‘ungido do Senhor’, aquela pessoa vai experimentar maldição. Meu Deus!... Eles decretam isso e lançam medo, pavor e, como muitas pessoas têm mestrado e doutorado em ignorância bíblica, por não ler e não ter intimidade com a Palavra de Deus ficam apavoradas e se tornam subservientes ou ‘vaquinhas-de-presépio” a esses “coronéis da fé...
Esses “coronéis da fé” trocem a Palavra de Deus a seu bel-prazer. Das vezes que o termo “tocar no ungido do Senhor” foi usado no Velho Testamento, estava apontando efetivamente para aqueles que tentavam matar uma pessoa, tirar a vida de um servo de Deus, como por exemplo, o caso de Saul (I Samuel 26.9). Isso significa tocar no ungido do Senhor e jamais discordar de uma ideia. O problema é que esses “coronéis da fé” acham que suas palavras são irrefutáveis, são inquestionáveis e o povão biblicamente analfabeto, acredita...  
O neopentecostalismo é uma praga que assola o nosso país, igual ou mais terrível que o catolicismo romano. No neopentecostalismo, a Escritura Sagrada é interpretada a partir de alegorias. Seus ensinamentos são resultado de uma hermenêutica inteiramente deficiente. Sendo assim, os textos das Sagradas Escrituras são por eles distorcidos propositadamente, a fim de tentar validar os ensinamentos do tal herético movimento, e essas distorções são gritantes, as quais eliminam quaisquer possibilidades de o neopentecostalismo apresentar uma mensagem essencialmente bíblica, é o engano praticado através do sagrado. É heresia pura! Por isso eles não podem jamais ser comparados aos pentecostais clássicos, se nós formos juntos em nosso julgamento e análise.  Eles não podem ser considerados evangélicos, mas uma seita perigosa, diabólica, a qual precisa ser combatida.
Outra heresia que percorre o Brasil e é aceita por muitos, é a tal “maldição hereditária”, defendida pelo tal neopentecostalismo. A Bíblia Sagrada nos ensina: “...conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres...” (João 8. 32,35). Se tivermos aceitado em nossa vida o sacrifício de Jesus, Ele verdadeiramente nos libertou das trevas e Deus mesmo nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1.13). Paulo afirma: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). O versículo não diz “nenhum erro”, “nenhum fracasso” e, nem mesmo, “nenhum pecado”. Os cristãos caem, cometem erros e pecam. Abraão mentiu sobre a esposa. Davi cometeu adultério. Pedro tentou matar um homem com sua espada. Por certo, esses homens sofreram as consequências de seus pecados, mas não sofreram a condenação!
Agora” é adverbio de tempo e “agora, pois” é conjunção conclusiva e deixa claro que “já nenhuma condenação há”, uma verdade extraordinária e a conclusão de uma argumentação primorosa. A base para essa certeza maravilhosa é a expressão “em Cristo”.
Em Adão, fomos condenados, mas em Cristo não há mais condenação nenhuma! E Paulo diz mais: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5.17). Este é o aspecto positivo de nossa identidade com Cristo: não apenas morremos com Ele, mas também fomos ressuscitados com Ele para que pudéssemos andar “em novidade de vida” (Romanos 6.4). Uma vez que morremos com Cristo, vencemos o pecado e, uma vez que vivemos com Cristo, podemos dar frutos para a glória de Deus (Romanos 7.4).
A cruz de Cristo foi suficiente para cancelar todo tipo de dívida que existia contra nós (Colossenses 2.14). Eu não preciso mais quebrar maldição hereditária nenhuma, eu não preciso voltar ao passado, eu não preciso reconhecer nada. Eu preciso somente confessar os meus pecados ao Senhor que me livra de todo o mal. Alguém disse com grande propriedade que “Cristo morreu pelos nossos pecados para que pudéssemos viver a viva Dele para Ele”. Por que, então, pensar em “maldição hereditária”? Isso é heresia, sem qualificativo!
Apesar do suposto crescimento numérico dos evangélicos no Brasil, parta da Igreja brasileira, independente de suas cores denominacionais, encontra-se enferma, o que nitidamente se percebe mediante aquilo que tem sido pregado em muitos púlpitos. Em nome de uma espiritualidade equivocada, pastores têm proclamado as mentiras da confissão positiva, as da assim-chamada “teologia da prosperidade” e do movimento gospel.
Não existe nenhuma relação entre a obra redentora de Cristo com a “teologia da prosperidade”. O fato de o Senhor salvar o pecador não concede a este o direito de prosperidade ou enriquecimento. Se assim fosse, todos os cristãos de todos os tempos e de todas as nações deveriam enriquecer o que não acontece.
As consequências deste tipo de evangelho tem sido as piores possíveis, proporcionando, com isso, um falso entendimento por parte de muitos sobre o que, de fato, seja o Evangelho. O verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia Sagrada e não nas invencionices dos homens. A Bíblia Sagrada é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.
A pregação da Palavra precisa ser mais valorizada em nossos cultos. Deve haver mais espaço para a proclamação da Palavra de Deus. Temos, ultimamente, dado bem mais espaço para o louvor, não que o louvor não tenha o seu espaço, mas devido a grande ênfase dada à musica em nossas igrejas, abandonamos a centralidade da pregação, a proclamação da Palavra é prioridade. Resgatar a Escola Bíblica Dominical. O ensino da Palavra é primordial, a igreja local precisa estudar mais as Sagradas Escrituras, conhecer mais as Escrituras, ter familiaridade e intimidade com as Escrituras Sagradas, e fazer delas a sua única e exclusiva regra de fé. Devemos valorizar os cultos de ensino e levar a igreja local ao desejo de conhecer a Palavra de Deus e o Deus da Palavra. Isto é de fundamental importância!      
O surgimento das assim-chamadas “igrejas neopentecostais” acabou trazendo complicações seriíssimas para a Igreja brasileira, independente de suas cores denominacionais. Precisamos pregar a essência da Palavra de Deus e o amor pelas almas perdidas. E os prejuízos que o ensino espúrio da chamada “teologia da prosperidade” tem trazido para o Evangelho genuíno é espantoso.
Essa “teologia” é espúria, é antibíblica, não tem fundamentos teológicos saudáveis. Deus não chamou os homens para serem ricos ou todos ricos. Eu acredito até que uma pessoa possa experimentar a possibilidade de ser rico. A prosperidade está para além da riqueza, para além de grana no bolso ou na conta bancária. Prosperidade aponta para uma série de fatores que faz o indivíduo viver a vida de forma saudável, bíblica e próspera. Por exemplo, ter uma família bem estruturada, relacionamentos saudáveis entre pais e filhos e um convívio conjugal altamente exemplar, equilibrado, faz toda a diferença. Lamentável, mas muitos pastores por aí afora, não tem uma vida conjugal exemplar... os filhos que o digam...
Acredito que o neopentecostalismo anda desesperado, há uma invencionice que tem ultrapassado o bom senso, vejamos as últimas reportagens, os absurdos e as mentiras que seus lideres propagam para angariar dinheiro. Até agressões inexistentes, fantasmagóricas, espantosas, mentirosas.  O cúmulo do absurdo. Por causa disso, o neopentecostalismo – visão minha – está entrando num processo de declínio automaticamente vertiginoso, pelo fato de que ele não consegue responder às demandas e aos dramas das pessoas através das suas ações confusas e mentirosas. Boas partes dos neopentecostais se transformaram em desigrejados, estão feridos na batalha e deixados no meio d estrada, e que podem transformar-se em agnósticos.
Qual a esperança da chamada Igreja evangélica brasileira? Voltar às Sagradas Escrituras, pregar o Evangelho genuíno, a Palavra da verdade do Evangelho.  Sem isso, fracasso total...
Se quisermos conhecer quantos, os milhares que se encontram decepcionados com estas ações ditatoriais, leiam: “Feridos Em Nome de Deus” de Marília de Camargo César (Editora Mundo Cristão) e “O Que Estão Fazendo Com A Igreja” de Augustus Nicodemus (Editora Mundo Cristão) e “Crise Evangélica” obra acima já citado dentre outras.  Vocês irão ficar chocados!  
Por último queremos falar sobre a música gospel. Hoje são canções antropocêntricas, de pensamento positivo, canções puramente ‘comerciais’, algumas cantadas e divulgadas por cantores de vida duvidosa e de péssimo ou nenhum testemunho, e é exatamente isso que vem sendo cantado por aí afora em nossas igrejas! Será que estou sendo “chato” ao comentar sobre isso? Analisemos e pensemos sobre isso com o carinho devido e muita responsabilidade perante o Deus que servirmos!... 
Qual a diferença da verdadeira adoração para o movimento gospel aderida por várias igrejas? Basicamente uma: o louvor entoado pelo movimento gospel é ensimesmado, focado no nome e extremamente antropocêntrico, onde no final das contas o que importa é a satisfação do “freguês. E a galera gosta!... E corre para o abraço!... É só dançar, dançar e dançar... O povo judeu era um povo que dançava e se alegrava diante de Deus. Porém, ao que nos parece, vivemos em outro contexto geográfico e cultural. Um louvor bíblico visa à glória de Deus, tem Cristo no centro e não busca seus próprios interesses, nem exalta as suas conquistas pessoais e nem exige os seus ‘direitos’ e nem anda determinando as propaladas “bênçãos do Senhor”, sem nenhum compromisso sincero com o Senhor das bênçãos! 
Para finalizar mesmo, dou espaço para o Luiz Tarquínio o qual diz: “No sistema eclesiástico atual, não faltam estrelas brilhantes e deslumbrantes. A carência é de ministros. Há muito cacique para pouco índio. Vivemos na era dos pastores “super stars”, do show gospel, das megas igrejas, no tempo dos ministérios. Ministérios misteriosos, pelo menos para mim que não tenho “entendimento profético”...   O líder não pode desafinar de sua vocação profética, não pode se escusar de tal chamado, não pode ter responsabilidade em agradar ouvintes. Essa talvez seja uma de suas maiores tentações. E os novos profetas, no afã de encher a (sua) igreja, vão condescendendo com o que é mau, com o que não é cristão, pregando não aquilo que Jesus mandou, mas o que os inflamados egos de suas plateias requerem, ordenam, pedem, exigem. Líderes ansiosos por conquistar almas, não para Deus, mas para si próprios, disfarçadamente...
E ele diz mais: “Numa época de tantos caciques, procura-se desesperadamente por índios operosos. Mas a onda da liderança tem feito os operários desaparecerem, todos se transformaram em grandes gestores, importantes pregadores, (mas) péssimos pastores”.   
Pensemos muito sobre o que acima foi dito e peça a orientação de Deus para sua vida, meu querido irmão, amigo e companheiro!
Um grande abraço!
Pr. Barbosa Neto 
Fortaleza - CE 


VIVEMOS DIAS DIFÍCEIS E CONTURBADOS E CONFUSOS NO SEIO DA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA INDEPENDENTE DE SUAS CORES DENOMINACIONAIS..

Pode ser que muitos dos companheiros e líderes não concordem como todo ou em parte das palavras que serão ditas abaixo, mas a grande verdade é que estamos vivenciando, como povo de Deus que somos ou deveríamos ser, situações estranhas à Sagradas Escrituras.
Líderes evangélicos sérios e comprometidos com a Palavra tem levantado no Brasil um clamou chamando a nossa atenção por uma reforma na Igreja em nosso País. Mas que caminho correto devemos seguir para o bom êxito dessa reforma tão almejada por alguns poucos? Creio que os passos deverão ser os mesmo tomadas no Século XVI. Devemos nos voltar para as Sagradas Escrituras e somente para elas, deixando de lado quaisquer crenças que não estejam fundamentadas na inerrante, infalível e suficiente Palavra de Deus e fugir desse pragmatismo desenfreado que invade as nossas igrejas. A reforma da teologia sempre desemboca na reforma ética. A sã doutrina baliza a vida. Aquilo que cremos é o fundamento da conduta de cada um de nós.

Muitas pessoas que se dizem ‘pastores’ e proclamadores da Palavra da verdade, que pipocam em todos os quadrantes de nosso País, criam da noite para o dia e defendem heresias que fogem completamente da essência das Sagradas Escrituras. É a ignorância da Palavra de Deus. Já no passado o profeta Oséias alertou: “O meu povo foi destruído (está sendo destruído) porque lhe faltou (falta) o conhecimento...”. Oséias 4.6) O profeta Malaquias nessa mesma linha de pensamento afirma: “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca os homens procuram a instrução, porque ele é mensageiros do Senhor dos Exércitos” (Malaquias 2.7). Quando a liderança é confusa, o povo é entregue a toda sorte de doutrinas estranhas, e a sã doutrina é colocada de lado. Cabe aos verdadeiros líderes, homens de Deus, vigiarem e proteger o rebanho do Senhor de ataques perverso dos lobos vorazes. Paulo advertiu: “Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”.  (Atos 20. 29-30).

Aquele que são chamados e vocacionados para pastorear a Igreja de Deus precisam conhecer e muito bem a palavra e saber discernir o que vem de Deus e o que é fogo estranho. Se os líderes não estiverem comprometidos com a Verdade, jamais – JAMAIS – combaterão o erro.

O apóstolo Paulo ensina que o obreiro precisa conhecer muito bem as Sagradas Escrituras, para poder bem interpretá-las. Esse conhecimento não necessariamente precisa passar por um treinamento formal num curso teológico acadêmico. Há pessoas que são autodidatas e têm um domínio extraordinário das verdades bíblicas, sabem pesquisar, sabem a fontes cristalinas. A ordenança divina é esta: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Timóteo 2.15). O resto é invencionice.
Nos últimos tempos muitos obreiros, até conhecidos líderes, defendem ardorosamente conceitos e correntes teológicas a ponto de se esquecerem de defender Cristo e a sua mensagem. Perguntamos: até que ponto a discussão sobre o Calvinismo extremando ou moderado e o Arminianismo clássico pode ser saudável para o cristão dos nossos dias? Nós, os obreiros, precisamos conhecer o que diz esta ou aquela vertente teológica. Examinar com precisão o que essas correntes dizem e se suas afirmações estão amparadas mesmo ou não na Palavra de Deus. Deus não tem compromissos nenhum com a palavra do homem, mas com a sua Palavra. O profeta Isaías diz: “...assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55.11). Nós, pastores, que somos de fato vocacionados e chamado por Deus, assim o fomos, porém, para pregar única e exclusivamente a Palavra. Paulo inspirado pelo Senhor Deus dar instruções: “...prega a palavra (imperativo, uma ordem), insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. (II Timóteo 4.2).  Instar é pedir com insistência, com instância,, solicitar reiteradamente, insistir.

Nosso papel, como pastores e líderes, não é discutir correntes teológicas no púlpito, mas expor a Palavra de Deus, pois ela é viva e eficaz. O autor de Hebreus diz: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12). E Paulo diz mais: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que fostes inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem  de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. (II Timóteo 3.14-17).

As correntes teológicas são uma sistematização humana que podem ajudar na melhor compreensão da verdade, mas elas não substituem a Verdade! Nosso papel é pregar a Palavra e não as correntes teológicas de nossos púlpitos. Que isso vem claro, sem sobra de quaisquer dúvidas. O apóstolo mais uma vez é oportuno, quando escreve: “Porque tanto os judeus pedem sinais, como o s gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Coríntios 1.22-24). Para isso fomos chamados e comissionados, não nos esqueçamos disso, jamais!
Muitos de nós, os pastores, estamos mais preocupados em defender a fé do que propriamente pregar o Evangelho, que segundo alguns estudiosos seria o mais importante. Penso que o Evangelho precisa ser proclamado. Esse é o nosso papel primordial como pastores que somos ou dizemos ser e como crentes em Cristo Jesus que somos. O Senhor Jesus disse, dando-os uma ordem: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15). Há momentos, entretanto, que precisamos defender o Evangelho. Eis o que nos diz o apóstolo Paulo: “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho” (Filipenses 1.15-16).

Quando os hereges atacam a  fé cristã, precisamos de mestres que, como sólido conhecimento, reprovem as heresias dos falsos mestres, e firmem na mente do povo, as verdades eternas das Escrituras Sagradas. Foi isso, por exemplo, que Paulo fez quando os membros das seitas dos fariseus falaram para os crentes gentios que se eles não se circuncidassem não poderiam ser salvos. “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos... insurgiram-se, entretanto, alguns da seitas dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (Atos 15.1,5). Para refutar esses hereges, Paulo escreveu sua carta aos Gálatas, e nessa carta, Paulo repreende os crentes que estavam sendo seduzidos pelo falso ensino desses judaizantes: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1.6-8).

A responsabilidade de pregar o Evangelho da graça foi dada a todos aqueles que foram vocacionados e chamados para salvar vidas. Mas hoje em dia está difícil encontrar verdadeiros e fiéis proclamadores da graça de Cristo, porque muitos de nós estamos, quem sabe por descuido ou entusiasmos outros, envolvidos com assuntos para os quais os Senhor não nos vocacionou e chamou. No entanto, muito embora haja um surto de falsos mestres, com suas perniciosas heresias, é preciso lembrar que há ainda “sete mil... não se dobraram a Baal, o toda aboca que o não beijou” (I Reis 19.18). 

Muitos dos nosso companheiros podem até mesmo não concordar com as minhas palavras, e é um direito que lhes assiste, mas se dermos uma boa olhada para o cenário nacional, tenhamos que forçadamente ver e admitir isso, quer queiramos ou não!...
Há um remanescente fiel que, mesmo no anonimato, permanece fiel a Cristo e à sua Palavra. O que importa é que, nós que fomos alcançados pela graça devemos pregar “a tempo e fora de tempo” (II Timóteo 4.2 (corrigida). A verdade é como a luz, sempre quando ela chega espanta as trevas. A verdade prevalece e ninguém pode ir contra ela!

Saibamos todos: primeiramente, que a vocação pastoral é sublime! Precisamos nós, os pastores, compreender a grandeza dessa obra e para a qual fomos chamados. Paulo escreve: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (I Timóteo 3.1). Segundo, precisamos fazer essa obra com muita, mas muita humildade, alegria e unção do Espírito Santo. Sem unção, aquele vinda do alto, bateremos apenas em ferro frio. Pensemos sobre isso. Terceiro, a vida de nós, os pastores, é a vida do seu pastorado. Não há como dissociá-la, jamais! O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo! Quarto, precisamos conjugar conhecimento e piedade, ou seja, ter luz na mente e fogo do coração. Precisamos orar e orar, e pregar e pregar com fervor. João Wesley, sua história às vezes desconhecida de muitos de nós, dizia: “ponha fogo no seu sermão ou ponha o seu sermão no fogo”. Muitos sermões que hoje são proclamados e ouvidos por aí afora, penso, apenas penso, deveria ser jogado no fogo... Eles não batem com a vida íntima do pregador... Quinto, nós, os pastores, precisamos amar a Deus e as ovelhas de Deus. Uma coisa é amar a pregação, outra completamente diferente é amar as pessoas para quem pregamos. Nós, os pastores, precisamos ter o cheiro de ovelha e não simplesmente de perfumes franceses de últimas gerações!...   

Interessante observar, é que o ser humano tem uma tendência inata para seguir o que é errado. A estultícia está ligada ao coração do homem desde a sua meninice. A inclinação para o erro é a tendência natural do ser humano. Por isso, as seitas crescem, as heresias são acolhidas com tanta facilidade e os falsos mestres são tão populares. O crescimento da assim-chamada “teologia da prosperidade” é resultado da falta da verdadeira pregação, a pregação do Evangelho da graça, a mensagem da cruz. O Evangelho cristalino nunca foi popular. Ele está na contramão do que pensa o mundo. O Evangelho verdadeiro e cristalino fere, do qual escorre o sangue de Jesus, fere o orgulho do homem. Ele não promete amenidades, mas exige renúncia e mudança radical de vida. Não promete riquezas neste mundo, mas herança imarcescível no céu! Mais do que combater a “teologia da prosperidade” precisamos pregar o Evangelho, pois quando um homem, o pior que ele seja, é convertido e se rende aos pés de Jesus, diante da sua cruz, então, de fato, ela passa a ser próspero, pois tem vida superlativa, maiúscula e abundante em Cristo Jesus. Há muita gente acreditando, piamente, na “teologia da prosperidade”, mas caminhando recreativamente para o inferno e não sabe disso!... Mesmo sendo pobre é muito rico, pois é  Filho de Deus, herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo, pois Paulo afirma: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo...”) Romanos 8.17).

Precisamos pregar com fidelidade, orar com fervor, buscar a santidade, viver sensata, justa e piedosamente neste mundo. Não pode existir um abismo entre o que falamos e o que fazemos. Não pode existir um hiato entre nossa teologia e a nossa ética e vida familiar e social. Às vezes o povo não nos escuta, porque o som das nossas palavras são abafados pelo exemplo que damos. Não nos esqueçamos que temos vizinhos e eles escutam e vê... Eles tem ouvidos para escutar e olhos para ver... Isto é muito sério. Não podemos pregar uma coisa e viver outra. Precisamos ser consistentes! As pessoas reconhecem, de longe, se houve mudanças em nossa vida e quando elas presenciam mudanças, elas almejam também ter este mesmo tido vida e aí sim, a nossa voz é ouvida, às vezes no silêncio do nosso viver!

A Bíblia Sagrada está cheia de homens e mulheres que tiveram suas vidas mudadas radicalmente. A Bíblia está cheia desse equilíbrio. Jesus, o Verbo eterno, “se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Nós, devemos crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (II Pedro 3.18). Para se alcançar esse objetivo, devemos nos esmerar no estudo diuturno, das Sagradas Escrituras. Devemos buscar a face de Deus em oração, diariamente, várias vezes ao dia, rogando a Ele que nos ilumine, nos capacite e nos revista de poder para viver de forma piedosa.

Mas, precisamos entender: o conhecimento não é apenas intelectual, mas, sobretudo, relacional, intimidade com o Senhor nosso Deus diariamente! Quanto mais conhecemos a Deus, mas O admiramos! Mais nos deleitamos nEle. Mais desejamos torna-Lo conhecido!
Para isso que o Senhor nos vocacionou e chamou para o ministério! Só para isso! Nada mais que isso!

Lembremo-nos constantemente do que escreveu o apóstolo Paulo: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo pé satisfazer àquele que o arregimentou”! (II Timóteo 2.4).  

Meu Senhor, obrigado por estares transformando a minha vida, milagrosamente, a cada vez mais do que ontem, para que eu possa ser apenas e unicamente o teu servo!... Obrigado, Senhor!

Abraços,
O vosso menor conservo e inútil,
Pr. Barbosa Neto
Fortaleza – CE.




quarta-feira, 20 de abril de 2016

O trabalho do verdadeiro proclamador da Palavra.


II Coríntios 4.1-7

Meus amados companheiros:

Sempre é salutar examinar a Palavra de Deus para sabermos sobre o que ela nos diz, nos orienta, nos ensina.

O texto acima fala sobre o trabalho do evangelista, a utilização de métodos na evangelização e a necessidades da presença discreta do proclamador da mensagem. Leiamos, pois o texto acima.

Neste texto, entendo que Paulo está envolvido em uma descrição de sua pessoa e de sua obra, substanciando a sua autoridade apostólica e apresentando a sua metodologia. Fala-se muito hoje me ‘métodos de crescimento de igrejas’, mas será que estes métodos mirabolantes estão em total acordo com a Palavra de Deus ou apenas em métodos de homens e alicerçados em paradigmas desenfreados?

Neste texto acima mencionado, essa descrição é apresentada não como sendo uma faceta peculiar de sua personalidade, de caráter efêmero e temporal, mas como instrução mesmo. O desejo de Paulo é que os integrantes daquela igreja aprendessem com sua mensagem e método a definir as prioridades e a discernir o que deveria ou não ser aplicado. Senão vejamos.

Nesse sentido, ele inicia apresentando a primeira de duas realidades quer iria expor, e intercaladas por dois grupos de ações ou atitudes esperadas dos crentes, como consequência da reflexão sobre as realidades apresentadas.

A primeira realidade está no versículo 1. Ali lemos que o trabalho cristão não ocorre sem problemas. O ministério de Paulo era uma dádiva de Deus, segundo as suas misericórdias. Este ponto já substancia a origem do ministério e a situação do mensageiro: não vem em função das qualificações do pregador e muito menos de qualquer apelo à bondade ou justiça pessoal, mas unicamente pelas misericórdias de Deus. A execução desse ministério, de origem divina, não havia sido nem era fácil. Paulo diz que ele não desfaleceu. Isso é uma indicação que por vezes esteve prestes a passar por tal situação, talvez em função da grande rejeição de sua mensagem, como lemos nos versículos 3 e 4, mas, no conjunto final, foi sustentado pela graça de Deus.  

Com essa convicção, de que o ministério procede de Deus e que este mesmo Deus sustenta, Paulo passa a enumerar o primeiro grupo de atitudes que estavam presentes em sua vida e que devem estar presentes na vida do evangelista fiel. Essas atitudes estão todas contidas no versículo 2 e são, vejamos:

a)   A rejeição do mal explicito. Paulo as chama de “coisas vergonhosas”. São questões e situações tão evidentes que até no conceito dos descrentes são identificadas como questões erradas e pecaminosas. Tais coisas não têm lugar na vida do mensageiro de Deus, pois elas são incompatíveis com a mensagem e agem, na realidade, de forma prejudicial ao evangelho.
b)  A não utilização da astúcia. Paulo vai além e indica que o evangelista fiel não apenas rejeita as coisas claramente erradas, mas também evita aquelas situações sutis, que podem ser alvo de dupla interpretação, que não espelham transparência – isto é: as artimanhas, os truques, o enganar a alguém, ou o fazer qualquer obra com vistas a resultados sem considerar a correção das ações, não devem fazer parte da metodologia do servo fiel. Este é um ponto mais desrespeitados na cena contemporânea da transmissão da mensagem. E isso também acontece em nosso meio. Em função de uma falsa compreensão do que seja a conversão – ela não é considerada um milagre da parte de Deus, mas também apenas a eficaz aplicação de técnicas humanas de persuasão psicológica – procurar-se não se “perder tempo”, não se deixar “as oportunidades fugir”. Assim, muitos pensam a ter uma visão pragmática da pregação, onde o “vale tudo” tem toda a ênfase, desde que supostos resultados sejam alcançados. Por isso em nossas igrejas locais espalhadas por aí afora, estão cheias de pessoas vazias, incluindo pastores, que nunca “nasceram de novo”, nunca tiveram suas vidas transformadas milagrosamente e, em razão disso, pensam que estão salvas, mas que na realidade, podem estar caminhando recreativamente para o inferno. Esta é uma realidade triste, mas é uma realidade.
c)   O não adulterar a Palavra de Deus. A versão corrigidas de Almeida traz não falsificar, o que também é uma tradução veraz do texto original. Apesar de termos aqui uma situação paralela à anterior, o significado é expandido. O termo significa, na realidade, utilizar isca de peixe. É interessante que a Palavra de Deus compara o pregar e a conversão à uma pescaria, mas é a pesca com redes e não com anzol e iscas: os peixes são compelidos a vir ao pescador, não enganados com uma falsa refeição, que é o que ocorre no caso da isca e do anzol. Prestemos muito bem a devida atenção sobre este fato, esta estratégia pode ser muitas das vezes enganosa.
d)  O confiar que a consciência das pessoas será atingida pela manifestação da verdade. Para Paulo, o mal explícito era impensável e as artimanhas, as iscas, as astúcias, ou até mesmo o adulterar da Palavra, era inconcebível e desnecessário. Isso ocorria exatamente porque a sua confiança estava não nos métodos falíveis humanos, mas na certeza, dada por Deus, de que a manifestação da verdade atingiria os propósitos divinos. Daí o seu zelo e atenção dada ao conteúdo. A transmissão tinha de ser das verdades de Deus e nada mais que isso. Apernas isso. Nada de astúcias e de métodos humanos. Muitos falsos mestres de hoje afirmam que suas doutrinas são baseadas na Palavra de Deus, mas tais mestres usam a Palavra de maneira enganosa. Podemos provar qualquer coisa pela Bíblia, distorcendo as Escrituras fora do contexto e rejeitando o testemunho da própria consciência. A Bíblia é uma obra literária, sobre a qual devem ser aplicadas as regras fundamentais de interpretação. Se as pessoas tratassem outros livros da maneira como tratam a Bíblia, jamais aprenderiam coisa alguma.   

Por que os falsos mestres eram tão bem-sucedidos em granjear convertidos? Porque Satanás cega a mente do pecador, e o ser humano decaído tem mais facilidade em acreditar em mentiras do que crer na verdade. Vejam II Coríntios 4. 3-4 lendo o texto com bastante atenção. O mais triste é que Satanás usa mestres religiosos para enganar as pessoas. Muitos dos que hoje pertencem a seitas eram membros de igrejas cristãs, sabíamos disso?

Nos versículos 3 e 4 Paulo apresenta uma segunda realidade. Ela é: o evangelho sempre será encoberto aos que se perdem. Cabe ao evangelista a execução fiel de sua tarefa e a apresentação cuidadosa da mensagem, descansando os resultados nas mãos de Deus. Longe de ser uma razão de desespero ou de impotência, essa constatação nos leva a uma atitude de ação de graças, pois o posto é igualmente verdade: o evangelho é para todos, mas aos que há de ser salvos, o evangelho fará sentido e provocará resposta positiva. É muito importante, então, essa nossa compreensão: quando o Espírito Santo opera na vida do homem, a graça de Deus o atraia e ele vem para os braços do Senhor. Foi assim que aconteceu comigo!  

Finalmente, nos versículos 5 a 7, temos o segundo grupo de atitudes. O que fazemos, perante a realidade da constante rejeição do Evangelho? Desesperamos? Ficamos sentados, de braços cruzados, aguardando Deus realizar a obra? Ou será que vamos atrás de métodos pragmáticos, humanos? Ou procuramos nos autopromover? Não! Paulo nos aconselha a fazermos assim, mas ele nos instrui a:

a)   Tirarmos toda ênfase de nossas pessoas. No versículo 5 ele reafirma: “não pregamos a nós mesmos”. Contrariamente à autopromoção tão frequentemente observada hoje por aí afora, nos dias de hoje. Paulo coloca-se na retaguarda da mensagem, não canalizando as atenções para si.
b)  Ainda no versículo 5, Paulo admoesta que devemos pregar simplesmente a Cristo Jesus como Senhor. Não há necessidade de acrescemos nada à simples mensagem do Evangelho – se é que estamos pregando o Evangelho mesmo ou simplesmente apontamentos sociológicos e psicológicos. E o verdadeiro evangelho é a pregação da pessoa de Cristo Jesus e este crucificado.  
c)   Confiar em Deus fará resplandecer luz das trevas (v. 6). Reafirmando a confiança na manifestação da verdade, anteriormente já expressa.
d)  Estarmos consciente de nossa fragilidade. No versículo 7, Paulo classifica a si mesmo, e a nós outros, como “vasos de barro”. Somos "vasos de barro" para que Deus nos use. Somos "vasos de barro" para que possamos depender do poder de Deus, não das nossos forças pessoais. Paulo passa à humildade do "vaso de barro"; é o tesouro dentro do vaso que lhe dá seu valor! Assim sendo temos que atribuir o poder conversor de Deus e não na nossa inteligência, metodologia ou sistema.

Por fim, esta apresentação lúcida de Paulo deve nos levar à uma reflexão profunda sobre a forma de apresentação das verdades divinas.

Eu vos pergunto: como estamos manuseando a mensagem de Deus? Estamos direcionando as atenções dos homens a Cristo, ou a nossa própria pessoa? Estamos confiando no poder de Deus e de Sua Palavra, para a conversão das pessoas perdidas e para a construção do Seu Reino?

Só você e eu, pudemos dar estas respostas com bastante sinceridade diante do Senhor nosso Deus!

Que Ele nos abençoe, ricamente.

Pr. Barbosa Neto  


Fortaleza – CE.               

EVANGELISMO BÍBLICO



Muitas pessoas que ouvem o Evangelho bíblico tem dificuldades de fazer uma decisão real por Jesus, porque muitos pregadores não estão sabendo aplicar o chamado eficaz em suas mensagens, todos elas, mormente as especificamente evangelísticas.

Muitos dizem, simplesmente, no final de suas mensagens uma frase completamente esdrúxula e sem total apoio bíblico:

Aqueles que querem aceitar Jesus como Salvador, levantem suas mãos com um sinal, para que possamos orar por elas – por você”.

Isso nunca foi e nem jamais será um verdadeiro apelo evangelístico.

Muitas pessoas não entregam suas vidas a Jesus, porque geralmente elas tem uma ideia que já tem Jesus... E muitas ficam confusas e não se sentem na necessidade de fazer uma decisão correta por Jesus, por pensarem que já tem Jesus.  E diante disso, não adianta insistir, ou apelar exageradamente, que elas não irão compreender. Vivemos numa cultura alicerçada no catolicismo romano, e não podemos nos esquecer disso. Vezes há que esta cultura é tão forte que, mesmo que a pessoa não frequente assiduamente os rituais do catolicismo romano, esta cultura lhe tão impregnada em todo o seu ser, que ela pode até mesmo estar fisicamente afastada dos rituais do catolicismo, mas o catolicismo está com raízes profundas dentro de si mesma. É muito difícil uma pessoa se desvencilhar do catolicismo romano, e muitas vezes pensamos que isso é muito fácil. Nada mais ilusório. Somente a graça de Deus nos arranca do império das trevas. Somente o arrependimento desta vida pregressa, esta mudança de rumo, mudança de direção e mudança de atitude, até da fé, pode levar a pessoa humana ao pé da cruz. E muitas das nossas mensagens, não mencionamos nada, absolutamente nada sobre arrependimento e fé. Noutra oportunidade falaremos sobre os detalhes do arrependimento e da fé, indispensáveis a salvação.

Por isso pregue a Cristo e este crucificado. Esclareça o que é o verdadeiro Evangelho, qual a resposta que ele exige e o que significa ser um cristão. Assegure-se de que as pessoas saibam que Deus é o nosso criador santo e justo; que todos nós pecamos contra Ele, ofendendo o seu caráter santo, alienando-nos Dele e nos expondo à sua ira justa; que Deus enviou Cristo para sofrer a morte que merecíamos por nossos pecados; que a morte e ressureição de Cristo são o único caminho para sermos reconciliados com o Deus verdadeiro; que devemos responder a estas boas-novas por arrepender-nos de nossos pecados, mudarmos nosso rumo, nossa direção e nossa atitude e crer (fé) no Evangelho, se queremos ser perdoados por Deus, reconciliados com Ele e salvos da ira vindoura. Assegure-se de que as pessoas saibam que têm de preservar em um estilo de vida de arrependimento e fé, constante, demonstrando um amor crescente e um viver santo que comprove serem discípulos de Cristo. (João 15.8; Mateus 7.125-23; I Tessalonicenses 3.1213; I João 3.14; 4.8).

Quando o apóstolo Paulo diz “Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou” (Romanos 8.30), indica que o chamado é um ato de Deus. De fato, é especialmente um ato de Deus Pai, porque Ele é o único que predestina as pessoas “para serem conforme à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29). Outros versículos descrevem mais plenamente o que é chamado que os teólogos chamam de eficaz.

Quando Deus chama as pessoas dessa maneira poderosa, Ele as chama “das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9); Ele as chama “à comunhão de seu Filho” (I Coríntios 1.9; Atos 2.39) e “para o seu reino e glória” (I Tessalonicenses 2.12; I Pedro 5.10; II Pedro 1.3). As pessoas são chamadas por Deus “para ser de Jesus Cristo” (Romanos 1.5). Elas são chamadas para “ser santo” (Romanos 1.7; I Coríntios 1.2) e chegam ao reino de paz (I Coríntios 7.15; Colossenses 3.15), a liberdade (Gálatas 5.13), a esperança (Efésios 1.18; 4.4), a santificação (I Tessalonicenses 4.7) a tolerância paciente no sofrimento (I Pedro 2.20-21; 3.9) e a vida eterna (I Timóteo 6.12).

Este chamado tem a faculdade de nos tirar do reino das trevas e nos conduzir ao reino de Deus para que tomemos parte na plena comunhão com Ele: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor (I Coríntios 1.9).

Essa poderosa ação de Deus é frequentemente referida como chamada eficaz para distingui-la do convite geral do evangelho que é para todas as pessoas, das quais algumas o rejeitam. Isso não quer dizer que a proclamação humana do evangelho não está envolvida. De fato, o chamado eficaz de Deus vem através da pregação humana do evangelho, por causa do que Paulo diz: “Para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (II Tessalonicenses 2.14). Naturalmente, muitos que que ouvem o chamado geral da mensagem do evangelho e não respondem. Mas em alguns casos o chamado do evangelho é feito de forma tão eficaz pela obra do Espírito Santo no coração das pessoas que elas respondem; podemos dizer que elas receberam o chamado eficaz, o qual é um ato de Deus Pai, falando através da proclamação humana do evangelho, pelo qual Ele convoca as pessoas para Si mesmo de tal modo que elas respondem com fé salvífica.

É importante da nossa parte não dar a impressão de que as pessoas serão salvas pelo poder deste chamado à parte da resposta voluntária delas próprias ao evangelho – arrependimento e fé pessoais necessários a conversão. Embora seja verdadeiro que o chamado eficaz desperta e produz uma resposta da nossa parte, devemos sempre insistir que essa resposta ainda tem de ser voluntária e deliberada, pela qual o indivíduo coloca sua confiança em Cristo.

É por isso que a oração é tão importante na evangelização eficaz. A não ser que Deus trabalhe no coração das pessoas para tornar a proclamação do evangelho eficaz, não haverá resposta salvífica genuína. Jesus diz: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer” João 6.44). Não nos esqueçamos disso.

Na pregação humana do evangelho, três elementos importantes devem ser incluídos.

Qualquer pessoa que precisa vir a Cristo para receber salvação deve ter um entendimento clarobásico de quem Ele é e de como satisfaz nossas necessidades de salvação. Portanto uma explicação clara dos fatos concernente a salvação deve incluir o seguinte na hora do apelo salvífico, na hora do apelo:  

1.  Todas as pessoas pecaram (Romanos 3.23)  
2.  A pena pelos pecados é a morte (Romanos 5.23)
3.  Jesus Cristo morreu para pagar a pena pelos nosso pecados (Romanos 5.8).

Entretanto, entender esses fato e mesmo concordar que eles são verdadeiros não é suficiente para uma pessoa ser salva. Tem de haver também um convite para uma resposta pessoal da parte do indivíduo, que se arrepende de seus pecados e confiará pessoalmente me Cristo.

Este chamado eficaz é feito ao pecador para aceitar o Evangelho. A seguintes passagens da Bíblia provam à saciedade que há uma chamada neste sentido: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho (mudança de rumo) e viva” (Ezequiel 22.11); “Deixe o perversos o seu caminho (mudança de rumo) o iníquo os seus pensamentos (mudança de mente); converta-se ao Senhor (mudança de direção) que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus (mudança de atitude), porque é rico em perdoar” (Isaías 55.7); “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28); “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15); “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esse também glorificou” (Romanos 8. 30); “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Apocalipse 22.17) e muitas outras passagens que poderíamos citar. Vê-se distintamente nestas passagens que a chamada ao arrependimento é universal e sem distinção de classes ou de raças. Deus chama todos ao arrependimento.      
           
É importante deixar claro que essas não são apenas palavras pronunciadas há muito tempo por um líder religioso do passado. Todo não cristão ao ouvir essas palavras deve sentir-se encorajado a pensar nelas como palavras que Jesus agora mesmo, bem neste momento, está falando a ele individualmente. Jesus Cristo é um Salvador que está agora VIVO NO CÉU, esta é a diferente do Jesus que a pessoa não conhece, e todo não cristão deve pensar em Jesus como falando diretamente a ele, dizendo: “Vinde a mim... e encontrareis descanso” (Mateus 1.28). Esse é o convite pessoal genuíno que espera uma reposta pessoal de cada um que recebe.

João também fala a respeito da necessidade da resposta pessoal quando diz: “Veio para o que era seu, e os sus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feito filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (João 1.11-12).

Ao enfatizar a necessidade de “receber” a Cristo, João também aponta a necessidade de uma resposta individual.

Àqueles dentro de uma igreja morna que não percebem sua cegueira espiritual o Senhor Jesus faz novamente um convite que espera uma resposta pessoal: “Eis que estou á porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”. Apocalipse 3.20).

Mas o que está envolvido em ir a Cristo?  Se formos a Cristo e confiarmos Nele para que nos salve de nossos pecados, não podemos mais apegar-nos ao pecado, mas devemos de boa vontade renunciá-lo em genuíno arrependimento. É interessante observarmos que em alguns casos nas Escrituras, tanto o arrependimento quanto a fé são mencionados juntos como se referindo à conversão inicial de alguém. O apóstolo Paulo disse que ele gastou seu tempo “testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus (Cristo)” (Atos 20.21).

Mas outras vezes apenas o arrependimento dos pecados é mencionado e a fé salvífica é pressuposta como fator preponderante “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações” (Lucas 24.47; Atos 2.37-38; 3.19; 5.31; 17.30; Romanos 2.4; II Coríntios 7.10). 

Portanto, qualquer proclamação genuína do Evangelho deve  incluir um convite para uma decisão consciente de renunciar aos próprios pecados e de ir a Cristo com fé, pedindo perdão pelos pecados. Se a necessidade de arrependimento dos pecados ou de confiar em Cristo para receber perdão é negligenciado, isto é, quando as nossas mensagens de proclamação do Evangelho, arrependimento e fé não são mencionados, então não há uma proclamação do Evangelho plena e verdadeira. E isso, ultimamente, anda muito ‘esquecido’ em nossos púlpitos, nos últimos tempos, por isso não temos tido conversões verdadeiras, mas apenas adesões...  

Mas, o que se promete aos que vão a Cristo, entregam suas vidas? Uma promessa de perdão e vida eterna. Embora as palavras do convite pessoal pronunciadas por Cristo contenham promessas de descanso e poder para nos tornarmos filhos de Deus, além das promessas de compartilhamento da água da vida, é bom deixar claro o  que Cristo promete aos que se achegam a Ele com arrependimento e fé.

A principal promessa na mensagem do Evangelho é o perdão dos pecados e a vida eterna com Deus. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o eu Nele crê não pereça, mas tenha vida eterna(João 3.16). E também Pedro ao pregar o Evangelho diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem canceladas os vossos pecados” (Atos 3.19; 2.38).

Aliada à promessa de perdão e vida eterna deve estar a garantia de que Cristo aceitará todo aquele que se achega a Ele com arrependimento sincero e fé buscando a salvação. “E o que vem a mim, de modo nenhuma o lançarei fora” João 6.37).

Saibamos, pois, que precisamos receber a Cristo como Senhor e Salvador, através de um convite pessoal.

Só então poderemos conhecer e experimentar o amor e o Plano de Deus para nossa vida.

1º precisamos receber a Cristo (João 1.12)
2º recebemos Cristo pela fé (Efésios 2:8, 9)
3º recebemos Cristo por meio de um convite pessoal (Apocalipse 3:20)

Jesus veio para pregar uma Palavra de ARREPENDIMENTO, veio constranger o pecado e promover um desejo de mudança de mente. Receber a Cristo implica em arrependimento, significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que Cristo é o único que pode perdoar nossos pecados. Apenas saber que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados, não é suficiente. É necessário receber a Cristo pela fé, por meio de uma decisão pessoal.

Num sermão ou pregação, é através do apelo que aplicamos a pregação à vida do ouvinte. Após a mensagem devemos fazer uma conclusão, que tem por finalidade resumir a mensagem em poucas palavras e fazer um apelo para que os ouvintes aceitem as verdades apresentadas. Assim tem duas partes, que são:

1). Um resumo das ideias (ou pontos) principais e o pronunciamento da sua ideia central.
2). Um apelo que liga as verdades apresentadas com a situação em que os ouvintes se acham, para que aceitem o seu propósito.

É o cume do processo que começou na introdução quando foi apresentada a necessidade ou razão pela qual os ouvintes deveriam prestar toda a sua atenção na mensagem.

Nesta fase (do apelo) mostramos as vantagens de seguir o curso de ação apresentado e os perigos de rejeitar ou deixar isso para mais tarde.

O apelo deve ser breve para ser FORTE, CLARO, e POSITIVO. É a impressão dessas últimas palavras da mensagem que os ouvintes vão levar para casa.

Por isso concluímos convidando os ouvintes a reconhecerem sua condição de pecadores, para que o objetivo da cruz se concretize na vida de cada um daqueles que tiverem se rendido ao evangelho.

Oração de apelo:

Deus conhece seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que em suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:

"Senhor Jesus, eu reconheço que preciso de Ti, daquilo que Tu fizestes na cruz do calvário em meu favor, como meu substituto. Eu Te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Eu me arrependo de todos os meus pecados, resoluto a abandonar minha vida de outrora  e reconheço que sou um pecador, carente da graça de deus. Abro a porta da minha vida e Te recebo, pela fé, como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a garantia de vida eterna. Toma conta da minha vida em Tuas mãos e faça de mim o tipo de pessoa que desejas que eu seja. Ajuda-me a Te seguir com firmeza os Teus passos nesta nova caminha de minha vida"

Esta oração expressa o desejo do seu coração?

Se for assim, se você fez esta oração com sinceridade por ter se arrependido de seus pecados e desejo de entregar  sua vida agora mesmo a Cristo, Ele entrará em sua vida, como prometeu. Se você fez esta oração, confiando no Senhor, venha aqui à frente, que queremos orar por você.

É assim que devemos proceder para que haja impacto salvador na vida das pessoas.

Façamos isso, esta é a nossa parte, e o Senhor, com certeza, fará a Dele.

Deus nos abençoe, ricamente.

Falaremos, depois, noutra oportunidade, sobre arrependimento e fé.


Pr. Barbosa Neto

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DIA DA BIBLIA

Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e, luz para o meu caminho”.  Salmo 119.105

 
INTRODUÇÃO:

 
Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no Livro de Orações Comum do Rei Eduardo VI.

O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado.

No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos evangélicos era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando. 

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro desse mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

E, graças ao trabalho de divulgação das Sagradas Escrituras, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal Nº 10.335 que instituiu “O Dia da Bíblia”, a ser celebrado no segundo domingo do mês de dezembro de cada ano, em todo o território nacional. Esta Lei foi assinada pelo então Senhor Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 19 de dezembro de 2001, 180º anos da Independência e 113º anos da República. 

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos em praças públicas, nos templos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia Sagrada e distribuição maciça das Sagradas Escrituras, são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.

Mas, o que se percebe hoje, o Dia da Bíblia não é mais levado tão a sério! Poucas são as atividades levadas a praça pública, com nossos cânticos tradicionais, com corais e conjuntos se apresentando, culminando com a  proclamação da Palavra de Deus, e com todo o povo de Deus reunido empunhando suas bíblias... A desunião é notória!... Os conselhos de pastores existentes espalhados pelo país afora, não conseguem mais levar o povo de Deus, em grande massa, com faixas e cartazes enaltecendo a Bíblia Sagrada, o que muito lamentamos!... E vivemos num país democrático e onde há liberdade!... Uma tristeza!

Mas, o que representa ou deveria representar a Bíblia Sagrada por nós, povo de Deus?

1 – A Bíblia Sagrada – nosso livro por excelência.

É ela a base para tudo o que cremos, ensinamos e praticamos. É a nossa bússola; é o nosso roteiro; é o nosso tesouro.

A Bíblia Sagrada contém a revelação de Deus, a revelação de seu plano de salvação dos pecadores, e de seus propósitos em relação aos homens. Essa revelação Deus a fez por etapas. Na Carta aos Hebreus, cap. 1, versículo 1, lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muita maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho...”.  Por este texto percebemos duas fases distintas da revelação de Deus: a fase da revelação feita pelos profetas, e a fase da revelação feita na pessoa de Seu Filho Jesus.

Velho Testamento conta a história da criação do mundo por Deus, o aparecimento do pecado, a degeneração da raça humana, o dilúvio, o repovoamento da terra, a chamada de Abraão, a formação de um povo especial e a história desse povo, o registro dos ensinos dos grandes servos de Deus que foram os profetas, e a preparação do mundo para a vinda de Jesus.

O Novo Testamento registra a história de Jesus, contando como Ele veio ao mundo, narrando seu ministério, sua morte e sua ressurreição e ascensão. Além disso, registra a história do início e o desenvolvimento da obra missionária, registra as cartas escritas pelos apóstolos às igrejas primitivas, finalizando com o registro das visões reveladoras que Deus concedeu ao apóstolo João, o vidente de Patmos.   

Os incrédulos que não querem aceitar a Bíblia Sagrada como sendo a Palavra de Deus afirmam que ela foi escrita por homens. Insinuam, com isso, que a Bíblia Sagrada é um livro como outro qualquer. É verdade que a Bíblia foi escrita por homens, mas não por homens comuns e ímpios. Mas a Escritura “nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1.21). Destarte, os homens escolhidos por Deus não foram os autores da Bíblia Sagarada, mas sim instrumentos do verdadeiro Autor, que é o próprio Deus.

Ela contém a mente do Deus Todo-Poderoso, mostra a condição do homem, aponta-lhe o caminho da salvação, descreve a condenação dos pecadores, e mostra a felicidade dos cristãos. Suas doutrinas são santas, justos são os seus preceitos, suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis. Ô louvado seja Deus!

2 – A Bíblia é sobrenatural.

A Bíblia Sagrada é a um Livro sobrenatural. Do modo mais absoluto, ela é a mensagem de Deus ao homem. “A Bíblia é a Palavra de Deus, de tal forma que, quando ela fala, Deus fala”. Não é o tipo de livro que o homem escreveria se pudesse escrever, pois o condena; mas também não é o tipo de livro que o homem escreveria, se quisesse escrevê-lo, pois o ultrapassa. A Bíblia Sagrada evidencia em sua própria natureza uma tão infinita medida de coerência, poder e excelência que se autentica a si mesma. Ela tem em si a inimitável marca de seu divino Autor. Jesus Cristo é o tema central. Nosso bem é o seu intento e a glória de Deus a sua finalidade.

3 – A Bíblia Sagrada é soberana.

Ao lermos o Novo Testamento, descobrimos que não foi a Igreja, mas os apóstolos comissionados por Cristo que deram, em primeiro lugar, a Palavra falada e, depois, a escrita. A Igreja não confere autoridade apostólica e profética sobre os homens, mas, pelo contrário, a Igreja é constituída “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2.20), aos quais os oráculos de Deus foram “revelados pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3.5).

Às Escrituras Sagradas Deus conferiu a Sua soberana e transcendente autoridade, como o Salmista observou: “...pois magnificaste acima de tudo  o teu nome e a tua palavra”, (Salmo 138.2). Estudiosos estimam que cerca de 40 homens ao todo foram usados por Deus para este projeto, num  espaço de 1.500 anos. A Bíblia Sagrada diz por que ela existe; ela existe para ser eterna: “a palavra do nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40.8); ela existe para produzir resultados eficazes: “assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei”  (Isaías 55.11); ela existe para encher toda a terra: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”  (Mateus 24.14);  ela existe para produzir a fé nos corações “Estes, porém, foram registrado para que creiais que Jesus é o Cristo o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”  (João 20.31). A Bíblia Sagrada é uma mina de riqueza, um como paraíso cheio de glória e um rio caudaloso de prazer. 

Finalmente, a Palavra de Deus perpetua-se na vida dos crentes, com a realização de mais bênçãos espirituais em cada geração que se sucede. Ela é nos dada em vida, e será aberta no dia do julgamento final. Ela nunca envelhece! A Bíblia Sagrada está sempre na moda, fresca como o orvalho da manhã e sem interrupção ela permanece tanto agora como para sempre. Ela envolve a mais alta responsabilidade, recompensará o mais árduo labor e condenará a todos quantos menosprezam o seu conteúdo sagrado. Cada promessa divina está plenamente garantida pela própria fidelidade imutável de Deus. Ela é o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia fiel do cristão. Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas.  Está escrito: “...nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas” (I Reis 8.56b).

O Senhor Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). E Jesus diz mais: “Se vós permanecerdes na mina palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8.31-32). 

Meus amados: não deixemos que o Dia da Bíblia passe sem festivas comemorações! Pregue na sua igreja, leve o povo da sua igreja, em massa, para vias públicas, para que Palavra de Deus seja homenageada e proclamada a fim de que todos ouçam a sua mensagem!

Nosso rogo é que estas palavras encontrem guarida em cada coração que esta palavra teve alcance. Amém!

Pr. Barbosa Neto

Fortaleza – CE.