quarta-feira, 20 de abril de 2016

EVANGELISMO BÍBLICO



Muitas pessoas que ouvem o Evangelho bíblico tem dificuldades de fazer uma decisão real por Jesus, porque muitos pregadores não estão sabendo aplicar o chamado eficaz em suas mensagens, todos elas, mormente as especificamente evangelísticas.

Muitos dizem, simplesmente, no final de suas mensagens uma frase completamente esdrúxula e sem total apoio bíblico:

“Aqueles que querem aceitar Jesus como Salvador, levantem suas mãos com um sinal, para que possamos orar por elas – por você”.

Isso nunca foi e nem jamais será um verdadeiro apelo evangelístico.

Muitas pessoas não entregam suas vidas a Jesus, porque geralmente elas tem uma ideia que já tem Jesus... E muitas ficam confusas e não se sentem na necessidade de fazer uma decisão correta por Jesus, por pensarem que já tem Jesus.  E diante disso, não adianta insistir, ou apelar exageradamente, que elas não irão compreender. Vivemos numa cultura alicerçada no catolicismo romano, e não podemos nos esquecer disso. Vezes há que esta cultura é tão forte que, mesmo que a pessoa não frequente assiduamente os rituais do catolicismo romano, esta cultura lhe tão impregnada em todo o seu ser, que ela pode até mesmo estar fisicamente afastada dos rituais do catolicismo, mas o catolicismo está com raízes profundas dentro de si mesma. É muito difícil uma pessoa se desvencilhar do catolicismo romano, e muitas vezes pensamos que isso é muito fácil. Nada mais ilusório. Somente a graça de Deus nos arranca do império das trevas. Somente o arrependimento desta vida pregressa, esta mudança de rumo, mudança de direção e mudança de atitude, até da fé, pode levar a pessoa humana ao pé da cruz. E muitas das nossas mensagens, não mencionamos nada, absolutamente nada sobre arrependimento e fé. Noutra oportunidade falaremos sobre os detalhes do arrependimento e da fé, indispensáveis a salvação.

Por isso pregue a Cristo e este crucificado. Esclareça o que é o verdadeiro Evangelho, qual a resposta que ele exige e o que significa ser um cristão. Assegure-se de que as pessoas saibam que Deus é o nosso criador santo e justo; que todos nós pecamos contra Ele, ofendendo o seu caráter santo, alienando-nos Dele e nos expondo à sua ira justa; que Deus enviou Cristo para sofrer a morte que merecíamos por nossos pecados; que a morte e ressureição de Cristo são o único caminho para sermos reconciliados com o Deus verdadeiro; que devemos responder a estas boas-novas por arrepender-nos de nossos pecados, mudarmos nosso rumo, nossa direção e nossa atitude e crer (fé) no Evangelho, se queremos ser perdoados por Deus, reconciliados com Ele e salvos da ira vindoura. Assegure-se de que as pessoas saibam que têm de preservar em um estilo de vida de arrependimento e fé, constante, demonstrando um amor crescente e um viver santo que comprove serem discípulos de Cristo. (João 15.8; Mateus 7.125-23; I Tessalonicenses 3.1213; I João 3.14; 4.8).

Quando o apóstolo Paulo diz “Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou” (Romanos 8.30), indica que o chamado é um ato de Deus. De fato, é especialmente um ato de Deus Pai, porque Ele é o único que predestina as pessoas “para serem conforme à imagem de seu Filho” (Romanos 8.29). Outros versículos descrevem mais plenamente o que é chamado que os teólogos chamam de eficaz.

Quando Deus chama as pessoas dessa maneira poderosa, Ele as chama “das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9); Ele as chama “à comunhão de seu Filho” (I Coríntios 1.9; Atos 2.39) e “para o seu reino e glória” (I Tessalonicenses 2.12; I Pedro 5.10; II Pedro 1.3). As pessoas são chamadas por Deus “para ser de Jesus Cristo” (Romanos 1.5). Elas são chamadas para “ser santo” (Romanos 1.7; I Coríntios 1.2) e chegam ao reino de paz (I Coríntios 7.15; Colossenses 3.15), a liberdade (Gálatas 5.13), a esperança (Efésios 1.18; 4.4), a santificação (I Tessalonicenses 4.7) a tolerância paciente no sofrimento (I Pedro 2.20-21; 3.9) e a vida eterna (I Timóteo 6.12).

Este chamado tem a faculdade de nos tirar do reino das trevas e nos conduzir ao reino de Deus para que tomemos parte na plena comunhão com Ele: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor (I Coríntios 1.9).

Essa poderosa ação de Deus é frequentemente referida como chamada eficaz para distingui-la do convite geral do evangelho que é para todas as pessoas, das quais algumas o rejeitam. Isso não quer dizer que a proclamação humana do evangelho não está envolvida. De fato, o chamado eficaz de Deus vem através da pregação humana do evangelho, por causa do que Paulo diz: “Para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (II Tessalonicenses 2.14). Naturalmente, muitos que que ouvem o chamado geral da mensagem do evangelho e não respondem. Mas em alguns casos o chamado do evangelho é feito de forma tão eficaz pela obra do Espírito Santo no coração das pessoas que elas respondem; podemos dizer que elas receberam o chamado eficaz, o qual é um ato de Deus Pai, falando através da proclamação humana do evangelho, pelo qual Ele convoca as pessoas para Si mesmo de tal modo que elas respondem com fé salvífica.

É importante da nossa parte não dar a impressão de que as pessoas serão salvas pelo poder deste chamado à parte da resposta voluntária delas próprias ao evangelho – arrependimento e fé pessoais necessários a conversão. Embora seja verdadeiro que o chamado eficaz desperta e produz uma resposta da nossa parte, devemos sempre insistir que essa resposta ainda tem de ser voluntária e deliberada, pela qual o indivíduo coloca sua confiança em Cristo.

É por isso que a oração é tão importante na evangelização eficaz. A não ser que Deus trabalhe no coração das pessoas para tornar a proclamação do evangelho eficaz, não haverá resposta salvífica genuína. Jesus diz: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer” João 6.44). Não nos esqueçamos disso.

Na pregação humana do evangelho, três elementos importantes devem ser incluídos.

Qualquer pessoa que precisa vir a Cristo para receber salvação deve ter um entendimento claro e  básico de quem Ele é e de como satisfaz nossas necessidades de salvação. Portanto uma explicação clara dos fatos concernente a salvação deve incluir o seguinte na hora do apelo salvífico, na hora do apelo:  

1.  Todas as pessoas pecaram (Romanos 3.23)  
2.  A pena pelos pecados é a morte (Romanos 5.23)
3.  Jesus Cristo morreu para pagar a pena pelos nosso pecados (Romanos 5.8).

Entretanto, entender esses fato e mesmo concordar que eles são verdadeiros não é suficiente para uma pessoa ser salva. Tem de haver também um convite para uma resposta pessoal da parte do indivíduo, que se arrepende de seus pecados e confiará pessoalmente me Cristo.

Este chamado eficaz é feito ao pecador para aceitar o Evangelho. A seguintes passagens da Bíblia provam à saciedade que há uma chamada neste sentido: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho (mudança de rumo) e viva” (Ezequiel 22.11); “Deixe o perversos o seu caminho (mudança de rumo) o iníquo os seus pensamentos (mudança de mente); converta-se ao Senhor (mudança de direção) que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus (mudança de atitude), porque é rico em perdoar” (Isaías 55.7); “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28); “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15); “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esse também glorificou” (Romanos 8. 30); “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Apocalipse 22.17) e muitas outras passagens que poderíamos citar. Vê-se distintamente nestas passagens que a chamada ao arrependimento é universal e sem distinção de classes ou de raças. Deus chama todos ao arrependimento.      
           
É importante deixar claro que essas não são apenas palavras pronunciadas há muito tempo por um líder religioso do passado. Todo não cristão ao ouvir essas palavras deve sentir-se encorajado a pensar nelas como palavras que Jesus agora mesmo, bem neste momento, está falando a ele individualmente. Jesus Cristo é um Salvador que está agora VIVO NO CÉU, esta é a diferente do Jesus que a pessoa não conhece, e todo não cristão deve pensar em Jesus como falando diretamente a ele, dizendo: “Vinde a mim... e encontrareis descanso” (Mateus 1.28). Esse é o convite pessoal genuíno que espera uma reposta pessoal de cada um que recebe.

João também fala a respeito da necessidade da resposta pessoal quando diz: “Veio para o que era seu, e os sus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feito filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (João 1.11-12).

Ao enfatizar a necessidade de “receber” a Cristo, João também aponta a necessidade de uma resposta individual.

Àqueles dentro de uma igreja morna que não percebem sua cegueira espiritual o Senhor Jesus faz novamente um convite que espera uma resposta pessoal: “Eis que estou á porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”. Apocalipse 3.20).

Mas o que está envolvido em ir a Cristo?  Se formos a Cristo e confiarmos Nele para que nos salve de nossos pecados, não podemos mais apegar-nos ao pecado, mas devemos de boa vontade renunciá-lo em genuíno arrependimento. É interessante observarmos que em alguns casos nas Escrituras, tanto o arrependimento quanto a fé são mencionados juntos como se referindo à conversão inicial de alguém. O apóstolo Paulo disse que ele gastou seu tempo “testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus (Cristo)” (Atos 20.21).

Mas outras vezes apenas o arrependimento dos pecados é mencionado e a fé salvífica é pressuposta como fator preponderante “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações” (Lucas 24.47; Atos 2.37-38; 3.19; 5.31; 17.30; Romanos 2.4; II Coríntios 7.10). 

Portanto, qualquer proclamação genuína do Evangelho deve  incluir um convite para uma decisão consciente de renunciar aos próprios pecados e de ir a Cristo com fé, pedindo perdão pelos pecados. Se a necessidade de arrependimento dos pecados ou de confiar em Cristo para receber perdão é negligenciado, isto é, quando as nossas mensagens de proclamação do Evangelho, arrependimento e fé não são mencionados, então não há uma proclamação do Evangelho plena e verdadeira. E isso, ultimamente, anda muito ‘esquecido’ em nossos púlpitos, nos últimos tempos, por isso não temos tido conversões verdadeiras, mas apenas adesões...  

Mas, o que se promete aos que vão a Cristo, entregam suas vidas? Uma promessa de perdão e vida eterna. Embora as palavras do convite pessoal pronunciadas por Cristo contenham promessas de descanso e poder para nos tornarmos filhos de Deus, além das promessas de compartilhamento da água da vida, é bom deixar claro o  que Cristo promete aos que se achegam a Ele com arrependimento e fé.

A principal promessa na mensagem do Evangelho é o perdão dos pecados e a vida eterna com Deus. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o eu Nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (João 3.16). E também Pedro ao pregar o Evangelho diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem canceladas os vossos pecados” (Atos 3.19; 2.38).

Aliada à promessa de perdão e vida eterna deve estar a garantia de que Cristo aceitará todo aquele que se achega a Ele com arrependimento sincero e fé buscando a salvação. “E o que vem a mim, de modo nenhuma o lançarei fora” João 6.37).

Saibamos, pois, que precisamos receber a Cristo como Senhor e Salvador, através de um convite pessoal.

Só então poderemos conhecer e experimentar o amor e o Plano de Deus para nossa vida.

1º precisamos receber a Cristo (João 1.12)
2º recebemos Cristo pela fé (Efésios 2:8, 9)
3º recebemos Cristo por meio de um convite pessoal (Apocalipse 3:20)

Jesus veio para pregar uma Palavra de ARREPENDIMENTO, veio constranger o pecado e promover um desejo de mudança de mente. Receber a Cristo implica em arrependimento, significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que Cristo é o único que pode perdoar nossos pecados. Apenas saber que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados, não é suficiente. É necessário receber a Cristo pela fé, por meio de uma decisão pessoal.

Num sermão ou pregação, é através do apelo que aplicamos a pregação à vida do ouvinte. Após a mensagem devemos fazer uma conclusão, que tem por finalidade resumir a mensagem em poucas palavras e fazer um apelo para que os ouvintes aceitem as verdades apresentadas. Assim tem duas partes, que são:

1). Um resumo das ideias (ou pontos) principais e o pronunciamento da sua ideia central.
2). Um apelo que liga as verdades apresentadas com a situação em que os ouvintes se acham, para que aceitem o seu propósito.

É o cume do processo que começou na introdução quando foi apresentada a necessidade ou razão pela qual os ouvintes deveriam prestar toda a sua atenção na mensagem.

Nesta fase (do apelo) mostramos as vantagens de seguir o curso de ação apresentado e os perigos de rejeitar ou deixar isso para mais tarde.

O apelo deve ser breve para ser FORTE, CLARO, e POSITIVO. É a impressão dessas últimas palavras da mensagem que os ouvintes vão levar para casa.

Por isso concluímos convidando os ouvintes a reconhecerem sua condição de pecadores, para que o objetivo da cruz se concretize na vida de cada um daqueles que tiverem se rendido ao evangelho.

Oração de apelo:

Deus conhece seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que em suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:

"Senhor Jesus, eu reconheço que preciso de Ti, daquilo que Tu fizestes na cruz do calvário em meu favor, como meu substituto. Eu Te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Eu me arrependo de todos os meus pecados, resoluto a abandonar minha vida de outrora  e reconheço que sou um pecador, carente da graça de deus. Abro a porta da minha vida e Te recebo, pela fé, como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a garantia de vida eterna. Toma conta da minha vida em Tuas mãos e faça de mim o tipo de pessoa que desejas que eu seja. Ajuda-me a Te seguir com firmeza os Teus passos nesta nova caminha de minha vida"

Esta oração expressa o desejo do seu coração?

Se for assim, se você fez esta oração com sinceridade por ter se arrependido de seus pecados e desejo de entregar  sua vida agora mesmo a Cristo, Ele entrará em sua vida, como prometeu. Se você fez esta oração, confiando no Senhor, venha aqui à frente, que queremos orar por você.

É assim que devemos proceder para que haja impacto salvador na vida das pessoas.

Façamos isso, esta é a nossa parte, e o Senhor, com certeza, fará a Dele.

Deus nos abençoe, ricamente.

Falaremos, depois, noutra oportunidade, sobre arrependimento e fé.


Pr. Barbosa Neto

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DIA DA BIBLIA

“Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e, luz para o meu caminho”.  Salmo 119.105

 
INTRODUÇÃO:

 
Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no Livro de Orações Comum do Rei Eduardo VI.

O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado.

No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos evangélicos era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando. 

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro desse mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

E, graças ao trabalho de divulgação das Sagradas Escrituras, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal Nº 10.335 que instituiu “O Dia da Bíblia”, a ser celebrado no segundo domingo do mês de dezembro de cada ano, em todo o território nacional. Esta Lei foi assinada pelo então Senhor Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 19 de dezembro de 2001, 180º anos da Independência e 113º anos da República. 

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos em praças públicas, nos templos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia Sagrada e distribuição maciça das Sagradas Escrituras, são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.

Mas, o que se percebe hoje, o Dia da Bíblia não é mais levado tão a sério! Poucas são as atividades levadas a praça pública, com nossos cânticos tradicionais, com corais e conjuntos se apresentando, culminando com a  proclamação da Palavra de Deus, e com todo o povo de Deus reunido empunhando suas bíblias... A desunião é notória!... Os conselhos de pastores existentes espalhados pelo país afora, não conseguem mais levar o povo de Deus, em grande massa, com faixas e cartazes enaltecendo a Bíblia Sagrada, o que muito lamentamos!... E vivemos num país democrático e onde há liberdade!... Uma tristeza!

Mas, o que representa ou deveria representar a Bíblia Sagrada por nós, povo de Deus?

1 – A Bíblia Sagrada – nosso livro por excelência.

É ela a base para tudo o que cremos, ensinamos e praticamos. É a nossa bússola; é o nosso roteiro; é o nosso tesouro.

A Bíblia Sagrada contém a revelação de Deus, a revelação de seu plano de salvação dos pecadores, e de seus propósitos em relação aos homens. Essa revelação Deus a fez por etapas. Na Carta aos Hebreus, cap. 1, versículo 1, lemos: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muita maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho...”.  Por este texto percebemos duas fases distintas da revelação de Deus: a fase da revelação feita pelos profetas, e a fase da revelação feita na pessoa de Seu Filho Jesus.

Velho Testamento conta a história da criação do mundo por Deus, o aparecimento do pecado, a degeneração da raça humana, o dilúvio, o repovoamento da terra, a chamada de Abraão, a formação de um povo especial e a história desse povo, o registro dos ensinos dos grandes servos de Deus que foram os profetas, e a preparação do mundo para a vinda de Jesus.

O Novo Testamento registra a história de Jesus, contando como Ele veio ao mundo, narrando seu ministério, sua morte e sua ressurreição e ascensão. Além disso, registra a história do início e o desenvolvimento da obra missionária, registra as cartas escritas pelos apóstolos às igrejas primitivas, finalizando com o registro das visões reveladoras que Deus concedeu ao apóstolo João, o vidente de Patmos.   

Os incrédulos que não querem aceitar a Bíblia Sagrada como sendo a Palavra de Deus afirmam que ela foi escrita por homens. Insinuam, com isso, que a Bíblia Sagrada é um livro como outro qualquer. É verdade que a Bíblia foi escrita por homens, mas não por homens comuns e ímpios. Mas a Escritura “nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1.21). Destarte, os homens escolhidos por Deus não foram os autores da Bíblia Sagarada, mas sim instrumentos do verdadeiro Autor, que é o próprio Deus.

Ela contém a mente do Deus Todo-Poderoso, mostra a condição do homem, aponta-lhe o caminho da salvação, descreve a condenação dos pecadores, e mostra a felicidade dos cristãos. Suas doutrinas são santas, justos são os seus preceitos, suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis. Ô louvado seja Deus!

2 – A Bíblia é sobrenatural.

A Bíblia Sagrada é a um Livro sobrenatural. Do modo mais absoluto, ela é a mensagem de Deus ao homem. “A Bíblia é a Palavra de Deus, de tal forma que, quando ela fala, Deus fala”. Não é o tipo de livro que o homem escreveria se pudesse escrever, pois o condena; mas também não é o tipo de livro que o homem escreveria, se quisesse escrevê-lo, pois o ultrapassa. A Bíblia Sagrada evidencia em sua própria natureza uma tão infinita medida de coerência, poder e excelência que se autentica a si mesma. Ela tem em si a inimitável marca de seu divino Autor. Jesus Cristo é o tema central. Nosso bem é o seu intento e a glória de Deus a sua finalidade.

3 – A Bíblia Sagrada é soberana.

Ao lermos o Novo Testamento, descobrimos que não foi a Igreja, mas os apóstolos comissionados por Cristo que deram, em primeiro lugar, a Palavra falada e, depois, a escrita. A Igreja não confere autoridade apostólica e profética sobre os homens, mas, pelo contrário, a Igreja é constituída “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2.20), aos quais os oráculos de Deus foram “revelados pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3.5).

Às Escrituras Sagradas Deus conferiu a Sua soberana e transcendente autoridade, como o Salmista observou: “...pois magnificaste acima de tudo  o teu nome e a tua palavra”, (Salmo 138.2). Estudiosos estimam que cerca de 40 homens ao todo foram usados por Deus para este projeto, num  espaço de 1.500 anos. A Bíblia Sagrada diz por que ela existe; ela existe para ser eterna: “a palavra do nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40.8); ela existe para produzir resultados eficazes: “assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei”  (Isaías 55.11); ela existe para encher toda a terra: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”  (Mateus 24.14);  ela existe para produzir a fé nos corações “Estes, porém, foram registrado para que creiais que Jesus é o Cristo o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome”  (João 20.31). A Bíblia Sagrada é uma mina de riqueza, um como paraíso cheio de glória e um rio caudaloso de prazer. 

Finalmente, a Palavra de Deus perpetua-se na vida dos crentes, com a realização de mais bênçãos espirituais em cada geração que se sucede. Ela é nos dada em vida, e será aberta no dia do julgamento final. Ela nunca envelhece! A Bíblia Sagrada está sempre na moda, fresca como o orvalho da manhã e sem interrupção ela permanece tanto agora como para sempre. Ela envolve a mais alta responsabilidade, recompensará o mais árduo labor e condenará a todos quantos menosprezam o seu conteúdo sagrado. Cada promessa divina está plenamente garantida pela própria fidelidade imutável de Deus. Ela é o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia fiel do cristão. Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas.  Está escrito: “...nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas” (I Reis 8.56b).

O Senhor Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). E Jesus diz mais: “Se vós permanecerdes na mina palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8.31-32). 

Meus amados: não deixemos que o Dia da Bíblia passe sem festivas comemorações! Pregue na sua igreja, leve o povo da sua igreja, em massa, para vias públicas, para que Palavra de Deus seja homenageada e proclamada a fim de que todos ouçam a sua mensagem!

Nosso rogo é que estas palavras encontrem guarida em cada coração que esta palavra teve alcance. Amém!

Pr. Barbosa Neto

Fortaleza – CE.

A RELEVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS PARA A VIDA DA IGREJA.

                                                  Texto: II Reis 22.1-20; 23.1-23

 INTRODUÇÃO:

Caríssimos e amados irmãos:

Graça e Paz em Nome de Jesus!

 
Os órgãos de pesquisa brasileiros apontam para o crescimento daqueles que se declaram cristãos, e daqueles que, especialmente,  que se apresentam como cristãos evangélicos. O número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos, segundo dados oficiais do Censo Demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2000, cerca de 26,2 milhões se disseram evangélicos ou 15,4% da população brasileira. Em 2010, eles evangélicos disseram ser 42,3 milhões ou 22,2% dos brasileiros. Em 1991, o percentual de evangélicos era de 9% e, em 1980, de 6,6%. Alguns afirmam mais afoitos afirmam que já são mais de 50 milhões de evangélicos no país.

A Igreja evangélica brasileira tem uma torre alta, mas um alicerce raso. Somos templos cheios de pessoas vazias, essa é que é a grande verdade que precisa ser dita. Mas as pessoas não mudaram as suas vidas, dando demonstração que não nasceram de novo, que são novas criaturas!... (II Coríntios 5.17)

Isso não é motivo para ser comemorado, pois o grande problema é que estamos inchando, mas não estamos crescendo. Os reais objetivos não estão sendo alcançados. O que eu quero dizer com isso? Quero afirmar que a igreja hodierna está mergulhada na superficialidade.

Essa superficialidade é fácil de ser constatada, não apenas pelo aumento de escândalos e mais escândalos envolvendo aqueles que se dizem cristão, até porque, com o aumento de pessoas nesse seguimento, é claro que aumentaria o número de casos, mas pelo fato de que somos a geração que menos conhece a Bíblia, e olha que o problema não é falta dela no mercado. Existem igrejas que quase imploram para os crentes frequentem a Escola Bíblica Dominial, a nossa EBD. Muitos preferem ficar dormindo em casa ou indo a praia, onde ela existe... 

Outro aspecto que mostra essa superficialidade é a necessidade de novos movimentos a cada dia invadem as igrejas locais por aí afora.  Hoje não basta ter a programação normal da igreja, temos que ter retiros, conferências, aniversários, (não sou a anda disso), mas só nos disponibilizamos quando da realização desses eventos, sem falar de modismos ou modas vindas do exterior, como “jogo de luz” dentro da igreja, com direito a fumacê impactante e tudo mais, “boate gospel” para os jovens, e por ai vai.

Não podemos fechar nossos olhos, mas nossas instituições não vão nada bem, a igreja local não está bem – falo em tese. “Paz, Paz” asseveram os falsos profetas ou pregoeiros que pipocam em cada esquina! 

“Alegrem-se, estamos crescendo, somos respeitados, nossos cantores vão agora à Rede Globo, que benção, que bênção!”...

Se somos aceitos é porque somos iguais, já deixamos de ser sal, nos esquecemos de ser luz!

Atentarmos para essa realidade não é o suficiente, precisamos ir além desta constatação. Faz-se necessário identificarmos o motivo que levou a igreja a esse estado deplorável. E o principal motivo para essa situação é que a igreja se afastou das Sagradas Escrituras.


A culpa não é do diabo, a culpa é nossa. A igreja mudou sua atitude para com a Bíblia Sagrada, como sua única regra de fé e prática, repito. Nos primórdios encontramos referencias que afirmam que a igreja vivia segundo aquilo que lhe havia sido transmitida por Cristo e por seus apóstolos. Paulo diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei...” (I Cor. 11.23). E Lucas confirma que os discípulos “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. (Atos 2.42).

Alguns movimentos teológicos como o liberalismo teológico, a neo-ortodoxia, fizeram que a Bíblia Sagrada perdesse completamente o seu valor. Disso surgem, então, os movimentos que enfatizam muito mais as experiências pessoais, vivências místicas do que a própria Escritura Sagrada.

Isso é fácil perceber quando analisamos e verificamos as atitudes modismo como “andar como leão”, “sapatear com sapatinho de fogo”, “cair no espírito” e mais outros, são mais valorizados do que um estudo sério das Sagradas Escrituras. Talvez isso aconteça por que, “andar como leão”, “sapatear com sapatinho de fogo”, “cair no espírito”, não exige mudança de atitude, de quem verdadeiramente conhece a Bíblia Sagrada e tem Jesus como Senhor absoluto de sua vida!! Eis aí a questão... Isto é muito sério!...

Martyn Lloyde Jones, pastor galês afirmou: “Não podemos depender exclusivamente das experiências subjetivas, porquanto existem maus espíritos tanto quanto existem espíritos bons; e também há experiências espúrias. Na Bíblia, portanto, é onde encontramos nossa única autoridade.”

Sobre a necessidade urgente de voltarmos às Escrituras Sagradas, é que quero meditar como os irmãos nessa noite, olhando para o texto base que lemos.

Precisamos antes fazer uma explanação da situação de Jerusalém e Judá. Depois do reino dividido houve 19 reis e uma rainha, alguns foram bons e tementes a Deus, outros foram maus e levaram o povo ao pecado.

Josias foi um rei bom, temente ao Senhor. A maior qualificação de Josias, não foi ser um grande líder e militar como Davi, ou um grande sábio como Salomão, não. O grande diferencial de seu reinado foi que nele é que foi achado o Livro da Lei de Deus.

A maior marca de um obreiro é o quanto ele conhece e pratica as Escrituras Sagradas.  Não é seu terno, ou sapato, não são os seus pergaminhos de mestrado, doutorado ou de pós-doutorado; mas o quanto ele tem de Deus na sua vida!

Dessa parte da história é que gostaria de meditar sobre o porquê da relevância da palavra de Deus para a vida da igreja. Da minha igreja. Da sua igreja. Da nossa igreja.

Em primeiro lugar, a irrelevância com a Bíblia Sagrada proporciona o distanciamento do povo para com Deus. (II Reis 22.8).

Se olharmos para a história dos reis antecessores a Josias,  perceberemos que o último rei justo antes dele foi Ezequias, logo após veio o reinado de Manassés que governou por 52 anos, em seguida Amom, que reinou 2 anos, e por fim, o Livro da Lei foi achado no 18º ano do reinado de Josias, portanto o Livro ficou 72 anos sumido.

O mais interessante é o seguinte: ninguém perguntou sobre o Livro! Nenhum sacerdote, rei ou alguém do povo perguntou sobre o Livro! Aqui encontramos o motivo do povo de Judá ter irritado tanto a Deus, e ter-se afastado tanto de seu Criador. A ausência do Livro da lei em seu meio!

Se observarmos II Reis 21. 2,3,6,9 perceberemos quão profunda era a situação pecaminosa daquele povo. Sua idolatria os levou a queimar seus próprios filhos, a começar pelo próprio rei Manassés. Tornaram-se praticantes da feitiçaria e se tornaram piores do que as nações que os cercavam.

No reinado de Amom não foi diferente, a ausência do Livro fez com que ele andasse nos mesmos passos de seu pai Manassés (II Reis 21.20-22)

O que me chama atenção nessa porção da Escritura Sagrada, meus amados, é que o Livro da Lei foi encontrado dentro do templo, logo podemos concluir que ele havia sumido ali também. Percebam que o Livro foi encontrado dentro do templo, isso nos mostra como o desinteresse era grande, enorme!...

Amados irmãos, essa é a realidade que vivemos hoje, quantas igrejas e movimentos estão distantes de Deus, pelos simples motivo de que a Bíblia Sagrada não está neles. Afirmou Martinho Lutero: “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.

Por falta de “Bíblia” em algumas academias teológicas temos vivido tempos onde poucos pregadores de qualidade têm aparecido. O problema é que não faltam contadores de história, criadores de fábulas, acendedores de fogo estranho, divulgadores de ministérios da esquisitice, animadores de palco, promotores do entretenimento, mas poucos verdadeiramente atalaias do Senhor.

Por falta de Bíblia, está faltando João Batista, Paulo, Pedro, Jonatas Edwards, Spurgeon, Lloyd-Jones. Mas está sobrando a mancheias  os Valdemiros, Renes e tantos outros,  toda essa corja de inimigos do Reino.

Quando falta Bíblia, sobram encantadores de serpentes. A falta de conhecimento bíblico tem feito à igreja brasileira cair nesse conto de fada oferecido por gurus como Mike Murdock e Morris Cerullo e tantos outros...

Obreiros amados, quando tivermos a oportunidade de pregarmos precisamos oferecer Bíblia Sagrada ao povo, o povo precisa ser alimentado pela Palavra, para que Cristo seja uma realidade em suas vidas!  O povo precisa encontrar a Palavra de Deus dentro dos nossos templos!  Queridos, nesses dias nos preocupamos tanto com a gravata, o terno de fio inglês que usaremos a noite, ou com o título que aparecerá antes do nosso nome nos cartazes dos eventos que pregaremos. Não nos esqueçamos do fundamental, a saber, da nossa intimidade com a Palavra de Deus!

Preocupamo-nos com a beleza do templo, com ar condicionado, com as cadeiras estofadas, com a ornamentação e nos esquecemos de que isso não é nada frente à beleza das Sagradas Escritura! São elas que produzem vida, santificação, libertação e conhecimento de Deus.

Em segundo lugar, a Bíblia é relevante porque produz mudança de atitude. (II Reis 22.11).

Ao lermos o começo da história desse rei chamado Josias não poderemos negar que seu coração foi inclinado a Deus desde o começo de seu reinado. Aos 26 anos, esse jovem rei resolve reformar o templo, porém isso não demonstra que ele era de fato convertido a Deus. Já nos diz o adágio popular: “de boas intenções o inferno está cheio”.

Percebam que a reforma do templo começou antes mesmo de ser encontrado o Livro da lei, mas a reforma religiosa somente ocorre depois desse encontro e da Palavra de Deus para o rei. Compare o capítulo 22.8-20 e 23.1.

Isso ocorre porque somente a Palavra de Deus pode promover aquilo que vem de Deus. Reformar o templo muitas vezes não é o interesse de Deus, até porque Deus está interessado muito mais transformar  (reformar) o coração do homem e em sua salvação do que em templos feitos por mãos humanas, que de maneira nenhuma podem ser suficientes para aquele que tem todo o céu como sua moradia. A preocupação com templo muitas vezes não vem de Deus, mas do orgulho e da satisfação dos homens.

Atitudes como humilhação, conversão, santificação somente podem ser transmitidas por Deus e Ele escolheu um método para isso, esse método é a pregação de Sua Palavra. Percebam que foi a Palavra de Deus que produziu:

 - Humilhação. 22.11.

- Conversão. 23.3.

- Abandono de maus costumes. 23.12

Não são leis, estatutos, regras de conduta que levam uma pessoa a mudar suas atitudes, mas o conhecimento da Palavra de Deus, a intimidade com Deus.  Por isso sem conhecermos em profundidade as Sagradas Escrituras vivemos errando, continuamente.

Estatutos, tradições da igreja e declaração doutrinária e de fé tem sua validade, mas quando eles estão em desacordo com a Palavra de Deus devem ser repudiados, mesmo que tenha sido qualquer patriarca humano que os tenha instituído, ou convenção seja lá o quem for que tenha proposto.

Outro ponto interessante é que a devoção começou pelo cabeça do povo (II Reis 23.1-2) Os grandes problemas na igreja brasileira ocorrem porque muitos cabeças estão doentes. Precisam urgente de tratamento. Os grandes avivamentos surgem quando homens se dispõem a viver uma vida conforme as Sagradas Escrituras não nos esqueçam disso.

Foi assim com Josias, os líderes e todos os homens de Judá. Eles marcaram sua geração porque colocaram o Livro da Lei de Deus em seu devido lugar. Porém, em nossos dias muitos querem ser lembrados pelo barulho que produziram. Precisamos ser lembrados porque pregamos a Palavra, simplesmente a Palavra.

Frequentemente encontramos igrejas que querem o crescimento a qualquer custo, para isso, vivem a correr atrás do novo modelo ou método mirabolantes de crescimento da igreja, porém elas não entendem que não é o método, tão-somente,  que irá fazer a diferença. Nem G 12 , M12, e outros, o que transforma a sociedade é a Palavra. Nem dança, nem teatro, nem o louvor por mais indo que seja, o que transforma homem é a Palavra, porque ela fala da Cru, daquilo que Jesus fez por todos nós! Porém, não é qualquer palavra ou uma mera filosofia, é a Palavra da verdade do Evangelho. Há muita ‘palavra’ falsa, falsificada por aí afora!...

A palavra que transforma não advém da sabedoria humana, mas do “Logos” de Deus, do Cristo, portanto é uma Palavra vinda de Deus que tem o poder profundamente transformador.

Em terceiro lugar, a Bíblia é relevante porque produz um culto verdadeiro e aceitável a Deus. (II Reis 23.4,15 e 24)

O Livro da Lei havia sumido, então surge um problema que é consequência da falta dele. Surgiram os falsos cultos e falsos sacerdotes. Pela ausência do Livro da Lei o culto idólatra tomou conta de toda a nação.

Havia culto a Baal, ao sol, a lua, aos exércitos celestes. E não somente isso, mas o sincretismo religioso onde a mistura de judaísmo e paganismo é encontrado por haver a existência de um poste sagrado dentro do templo.

E o que vivemos hoje em algumas de nossas igrejas? Não seria algum tipo de sincretismo religioso? Tantas inovações que encontramos nos últimos tempos na igreja brasileira, na igreja local! Conheço igrejas que tiraram as cadeiras de seus santuários e montaram pista de skate ou tatames para à pratica de artes marciais para os jovens “adorarem a Deus”. É sério!...

Cultos totalmente egocêntricos, onde Deus é esquecido e somente o homem e suas necessidades são lembradas. Hinos que não glorificam a Deus, que não adoram a Deus, mas ao homem. Frades de efeito como: “Eu quero”, “eu exijo meus direito”, “eu decreto”, “eu determino”,  mas se esquecem que o homem não é nada, e que somente Deus “é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar , segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).

Por não conhecermos a Palavra é que cantamos mentiras em nome de Deus. “Deus é fiel, fiel a mim”. Mas a Bíblia afirma que Ele permanece fiel a si mesmo. ”Fiel é este palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos com ele reinaremos; e o negarmos, ele por sua vez, nos negará; e somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (II Timóteo 2.11-13). “Eu não morrerei enquanto a promessa não se cumprir, quem tem promessa não morre não”. Esta é uma verdade falsa! Está escrito: “Todos estes (os primeiros heróis da fé) morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11.13). No tempo da calamidade, sabor de mel, e os apêlos da vingança, em nenhum momento reproduzem a Palavra de Deus.

A falta do Livro da Lei atrapalhou o verdadeiro culto, mas também ofereceu a oportunidade do surgimento de falsos sacerdotes. Da mesma maneira isso está sendo vivenciado em nossos dias, vivemos essa realidade em nossos dias! Anda inquieta a nossa Denominação!

Precisamos analisar bem melhor com as lentes o Espírito Santo as qualificações verdadeiras apresentadas por Paulo em Timóteo 3 e Tito 1.5-9, para o exercício do ministério pastoral e expor equivocados obreiros que estão enganando os filhos de Deus. Paulo nos instrui ao que deve ser feitos com eles. Paulo escrevendo a Tito 1.10-11 diz: “Pois há muitos insubordinados, que não passam de faladores e enganadores, especialmente os do grupo da circuncisão. É necessário que eles sejam silenciados, pois estão arruinando famílias inteiras, ensinando coisas que não devem, e tudo por ganância.”

Ao encontrar o Livro, o rei percebeu o engano que eles estavam vivendo, sua atitude foi de instituir o culto verdadeiro, ao Deus verdadeiro.

Em quarto lugar, a Bíblia é relevante porque produz Famílias abençoadas. (II Reis 23.10)

A falta do Livro trouxe somente desgraça dentro das famílias de Judá. Como sei disso? A Bíblia Sagrada relata isso. Observe o texto em II Reis 23.10. A idolatria daquele povo fez com que eles queimassem seus próprios filhos a o deus Moloque. Quantas famílias foram destruídas por essa atitude animalesca?

Muitos casamentos estão por um fio de cabelo pelo fato de que a Bíblia Sagrada não faz parte da vida do casal. Mas garanto que o BBB, a novela, e o facebook são atividades diárias. O segredo de um casamento sadio é encontrado dentro das Escrituras. Leiamos ruminando Provérbios 18.22, I Coríntios 13. 4-7, 2 Coríntios 6. 14, Efésios 5.22-33, I Pedro 3:1-7 e outros textos.

Não sabe lidar com seus filhos? Que tal buscar orientação nas Sagradas Escrituras? Não sabe se aquele rapaz é para casar, será que ele tem os requisitos de um homem de Deus? Busque orientação na Palavra de Deus. 

Não é campanha que vai libertar sua família. Eu tenho terríveis dificuldades com as “campanhas de libertação” que pipocam por aí afora. Todas ‘poderosíssimas’. Não é a “corrente de libertação”,  “unção” nas paredes, no cachorro, no papagaio, a ”toalhinha poderosa do homem  de Deus”, não, é a Palavra de Deus. Pela vivência das Escrituras Sagradas, pela prática das Escrituras que haverá a libertação! È conhecendo a Palavra e tenho intimidade com Jesus é que a libertação vem!

Quer ver sua família transformada? Deixe Cristo, o Logos, ser manifestado por suas atitudes! E o milagre acontecerá! Louvado seja Deus!

Um fato interessante é que quando vivemos segundo o padrão bíblico até mesmo aqueles que nos cercam são abençoados. Em II Reis 23.15-20 relata que até no território de Israel as reformas feitas por Josias chegaram. Isso aponta para a seguinte verdade: quando vivemos a Palavra de Deus até os que nos cercam são abençoados.

Ao vivermos o que a Bíblia Sagrada nos ensina produzimos um lar segundo aquilo que Ele deseja, esse é o segredo de uma vida familiar equilibrada. A felicidade não está em ter ou ser. A felicidade está em sermos conhecedores e praticantes das Sagradas Escrituras.

Em quinto e último lugar, a Bíblia é relevante porque nos proporciona o entendimento correto sobre o sacrifício de Cristo. (II Reis 23.21).

Passaram-se 72 anos sem o Livro da Lei, e o mesmo tempo sem a Páscoa. Ao encontrar o Livro da Lei com certeza foi lido ao rei sobre a ordenança de Deus de o povo hebreu realizar a Páscoa, e ao saber disso, ele não titubeou, ordenou que a Páscoa fosse celebrada. O texto nos afirma que nem no tempo dos juízes uma Páscoa como essa havia sido realizada.

Uma coisa está relacionada à outra. A Bíblia Sagrada e o entendimento correto sobre o Senhor Jesus Cristo sempre andam juntos. Nesses dias encontramos um Cristo que está sendo apresentado que de maneira nenhuma é o apresentado nas Sagradas Escrituras.

O Jesus apresentado por alguns pregoeiros parece muito mais um dono de um banco, um gênio da lâmpada ou a fada mágica, do que o Cristo Salvador e Senhor. Quando falta Bíblia, falta a compreensão correto sobre o Cristo e o Seu ministério.

São as páginas das Sagradas Escrituras que revelam o Filho de Deus, é por meio delas que aprendemos qual foi Sua função enquanto esteve encarnado. Mesmo na época da Páscoa existem cristãos que ficam com medo de comemorá-la por achar que é uma festa pagã, sinal de quem não conhecem as Escrituras Sagradas. Páscoa é derivado do grego Πάσχα (Pascha), um termo que derivou, através do aramaico, do hebraico פֶּסַח (Pesach ou Pesaḥ), um termo utilizado originalmente para designar um festival judaico comemorando o Êxodo e conhecido em português como Páscoa judaica. Quando Isaque perguntou: “Onde está o cordeiro?” (Gênesis 22,.7) introduziu um dos principais temas do Antigo Testamento, enquanto o povo de Deus esperava o Messias. A pergunta foi respondida, finalmente, por João Batista, quando ele apontou para Jesus e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1. 29). O fato de o cordeiro pascoal ser uma imagem de Jesus Cristo é firmado no Novo Testamento pelo evangelista Felipe (Atos 8. 32-35), bem como pelo apóstolo Paulo (I Coríntios 5.7), por Pedro (I Pedro 1.18-20) e por João (Apocalipse 5.5-6; 13.8).

E ainda existem seguimentos evangélicos que tem comemorado uma Páscoa como as leis judaicas, não compreendendo que Cristo é a verdadeira Páscoa (I Coríntios 5.7) e que aquela ocorrida ainda no Antigo Testamento sob a antiga aliança, era somente sombra do que é superior. Páscoa é passagem... e foi Jesus quem nos deu vida eterna, e por causa do seu sacrifício, não entraremos em juízo, mas Ele “passou da morte para a vida” (João 5.24).  

Tudo quanto a antiga lei judaica tinha para oferecer era apenas uma sombra, ou representação esboçada, dos bens (ainda) vindouros. Os sacrifícios, em primeiro lugar, anualmente repetidos, não tinham o poder de efetuar um benefício permanente para aqueles que por intermédio dos mesmos se achegassem a Deus. Pelo contrário, a sua contínua repetição era, antes de tudo, uma prova de sua própria ineficácia para completar a obra de purificação e, em segundo lugar, um testemunho sobre o fato que aqueles que assim apelavam para os mesmos, não adquiriam, por seu uso, qualquer livramento autêntico do senso de culpa. Pois tais sacrifícios de animais jamais têm o poder de remover pecados. Mas, o que eles não puderam fazer, Cristo fez eficazmente.

Em consequência de seu sacrifício consumado, Cristo acha-se entronizado e assentado, agora, sinal que Sua obra de oferecimento estava terminada! E, mais ainda, Ele está entronizado no lugar de soberania e poder, à mão direita de Deus, tendo a plena certeza, baseada na própria palavra que o Pai Lhe dirigiu (ver  Salmo 110;  Hebeus 1 .13).Tudo isso em resultado de Seu sacrifício expiatório único e final, eterno em sua eficácia e que garantiu a perpétua continuação de boas relações com Deus por parte de todos aqueles que por essa oferta foram purificados do pecado e dedicados como povo de Deus.

Por falta de conhecimento das Sagradas Escrituras, muitos tem pregados e outros acreditado que precisamos fazer alguma obra para que tenhamos a salvação, ou até que podemos perdê-la se deixarmos de realizar alguma boa obra. Que falta de conhecimento bíbico!

Saibam: NÃO HÁ MAIS NECESSIDADE NEM LUGAR PARA QUALQUER OUTRA OFERTA PELO PECADO (Hebreus 10.15-18).

É a Palavra de Deus que nos garante que não há mais necessidade nem lugar para oferta adicional a fim de garantir a remoção do pecado. Não resta mais lugar para qualquer espécie de oferta pelo pecado, nem de que a única oferta pelo pecado, efetuada por Cristo, seja novamente apresentada a Deus.

A reconciliação não tem de ser efetuada nem completada por qualquer oferta propiciatória extraordinária ou por qualquer memorial do sacrifício de Cristo; ela simplesmente precisa ser recebida, agora e já enquanto estivermos vivos, pela fé penitente, como um benefício já completo e posto à disposição do homem, benefício esse baseado na obra terminada de Cristo. Esta é a Palavra da verdade do Evangelho que precisa ser pregada, em tempo e fora de tempo!

Conclusão:

Finalmente, meus amados, não nos restam dúvidas, precisamos nos voltar novamente para as Sagradas Escrituras. Primeiro, porque a Bíblia é nosso padrão de fé e prática, e somente ela que nos pode dar a direção certa para a vida cotidiana. Além disso, numa época de tantos extremos como este em que vivemos, é fundamental o equilíbrio que só a Bíblia Sagrada oferece. Segundo, pois somente conhecendo as Escrituras Sagradas não cairemos nas mãos de enganadores, de falsos obreiros e teologias erradas que tentam e já tem invadido nossas igrejas.  Terceiro, pois um avivamento verdadeiro somente ocorre quando nos voltarmos com devoção as Escrituras. Até porque não é barulho, nem reações corpóreas, que são marcas incontestáveis de uma verdadeiro avivamento. Um verdadeiro avivamento irá vir da Bíblia e nos fará voltarmos ainda mais para a Bíblia. 

 "Um reavivamento", diz o Dr. Héber Carlos de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus".

Que o Senhor Deus nos abençoe e nos guarde, e que o Senhor Deus livre as nossas igrejas locais, nossa Denominação, de uma história firme e linda, do avanço do liberalismo que nos arrodeia, do pragmatismo sociológico que tenta a qualquer custo alimentar e servir como base de pontos de nossa fé, querendo se impor no lugar da Palavra de Deus, sendo tudo isso um atentado e uma afronta ao Nome e a Obra de Jesus!

Que assim seja!

Amém!

 OBS: compilação e adaptação.