sábado, 14 de dezembro de 2013

NATAL: A VERDADEIRA FINALIDADE DO NASCIMENTO DE JESUS

 
 
 
 
O Natal não foi em dezembro. A história e os fatos dizem que não... A lenda diz que sim... Como nós o conhecemos é uma cristianização do paganismo babilônico, na tentativa de acomodar a sua idolatria mística, do solstício invernal, no hemisfério norte, com o nascimento do Sol da justiça, profetizado por Malaquias. Historicamente, uma das ‘cristianizações’ da Igreja de Roma.
 
Quando da primeira comemoração do Natal, por volta dos anos 325 a 340, até agora, muita cosia estranha foi introduzida na celebração desta festa. Árvores, luzes, guirlandas, ceias com várias iguarias, presentes e o abestalhado bom velhinho papai Noel. Esta figura sem qualquer sentido na história do cristianismo foi implantada através das tradições pagãs. Outros acham que o personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, na Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, a forma anônima, a quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Posteriormente, foi declarado ‘santo’, depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Estes são alguns episódios do bom velhinho.
 
Sua transformação em símbolo natalino ocorreu no século XVI, na Alemanha e daí, a tradição correu mundo inteiro. Antes ele se vestia com uma veste sóbria de cor escura, própria do inverso rigoroso, mas no final do século XIX, deram-lhe um trajo vermelho.
 
Este Natal , que se comemora por aí, é tão falso quanto uma nota de três reais. Mas houve um dia em o Cristo se encarnou no Jesus histórico e, nasceu neste mundo de ilusões e mentiras, para salvar as pessoas de serem enganadas consigo mesmas! Que Ele nasceu, não há o que contestar! Diz a Palavra que “o Verbo (Ele) se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14)
 
No meio da farsa, há um nascimento de verdade. O Natal é a história do Deus encarnado, revelando a grandeza do amor incomensurável de um Deus grandioso. O nascimento do Messias visava duas coisas muito importantes. Primeiramente, dar glória a Deus nas alturas a quem ele quer bem. Sem a glória nas alturas, não haverá paz aqui na terra. Por causa do pecado, a raça adâmica foi deposta da comunhão com Deus. Sendo destituído desta glória tornou-se uma espécie de ser desprovido da comunhão com Deus.
 
Em segundo lugar, a vinda do Messias ao mundo, em carne, tinha como um dos objetivos principais destronar da pompa aquele que viera crer na pessoa e obra de Cristo crucificado, fazendo-o apear da sua própria arrogância pessoal de querer ser Deus e, substituindo a glória do ser humano na terra, pela glória de Deus nas alturas. O pecado nos tornou membros honorários de uma plêiades de estrelas cadentes que as piram ao auge da entronização, como se fossem constelações permanentes e absolutas no zênite do aglomerado das plêiades nos céus.
 
Somos uma casta em rebeldia contra Deus, destituída da Sua glória, embora promovendo sempre a nossa glória pessoal a qualquer custo. O pecado nos fez aspirantes do pódio da glória humana. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” – nos diz o apóstolo Paulo (Romanos 3.23). Logo que todos foram destituídos da glória de Deus, todos passaram a buscar a sua própria glorificação na terra, como um troféu de honra particular. Nossa história é uma narrativa de feitos notáveis e descrenças em Deus. “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus  único?” (João 5.44).  
 
Para que haja paz entre os homens é preciso  que Deus seja glorificado, acima de tudo e de todos. Só poderemos dar glória a Deus de fato, quando formos demolidos de nosso delírio de príncipes e princesas. Muitas autoridades e religiosos importantes, no tempo de Jesus, creram Nele, mas não o confessaram publicamente, “porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (João 12.43). Para que possamos dar glória a Deus nas alturas, com liberdade e contentamento, é imperioso que sejamos abatidos, pela obra de Cristo crucificado, da nossa necessidade de autoglorificação, bem como da nossa dependência da glorificação alheia. Sem, essa demolição, não existirá o verdadeiro louvor no altar.  
 
O verdadeiro Natal aponta para a glória de Deus nas alturas e a paz na terra, entre os homens amados com o seu amor furioso. Para que Deus seja glorificado, nós precisamos morrer para a presunção de ter glória pessoal e vivermos apenas investindo na glória de Deus, aqui na terra. Desde que a glória pertença tão somente a Deus, não me importo pra quem o crédito. Bem-aventurado seja neste Natal. Jesus nasceu! Feliz Natal a todos!   

 

3 comentários:

robson lucena disse...

Sendo o natal uma festa abominavelmente pagã, do solstício, do natalis solis invictis, da brumalia, das adorações a saturno ou saturnalia, de tamuz o menino deus, do mitraísmo e de toda espécie de paganismo, e como no cristianismo Jesus e os apóstolos nunca guardaram nem ensinaram a guardar seu nascimento e sim a sua morte representada nos elementos da ceia, não seria hora de os servos de Cristo execrarem e deixarem de comemorar essa, como dito em seu livro, (confissões surpreendentes de um ex-padre) abominação cristianizada ? Eu sou pastor batista de ministério independente e minha igreja não o comemora.

robson lucena disse...

Comemorar sob qualquer pretexto e o mesmo que fazer tal qual fizeram os que introduziram dissimuladamente essa heresia no seio do cristianismo, assim como o fizeram com todos os demais acréscimos na doutrina cristã. Jesus dizia dos fariseus que eles "coavam um mosquito e engoliam um camelo." ( Mt 23.24) Aprendi a admirá-lo por seu livro e sua busca pela verdade. Quero continuar tendo essa admiração. Coar mosquito e engolir camelo e o mesmo que fugir da verdade bíblica se apegando a futilidades. Termino deixando l coríntios 10.21 para meditação. Shalom Adonai.

Pr. Barbosa Neto disse...

Caríssimo Pr. Robson Lucena:

Também a minha comunidade não comemora o assim-chamado natal, como inúmeras igrejas batistas comemoram, colocando até mesmo "árvores de natal" bem ostensivas em seus templos. O que fazemos, apenas e tão-somente, é relembrarmos o nascimento de Jesus. O senhor há de convir que isso é diferente! Queira desculpar-me mas não ando coando mosquito e engolindo camelo goela adentro, como o colega adianta-se a dizer! Jesus nasceu e ponto final. Quando? Não sabemos. Mas nada, absolutamente nos impede ou se torna absurdo, lembrarmos do nascimento de Jesus. É o que fazemos, trazendo uma mensagem para os nossos membros sobre por que Jesus nasceu. O senhor acha isso absurdo? Penso que não. Jesus morreu. Quando? Não sabemos. Então por esta razão devemos deixar de aproveitarmos a data que a cristandade comemora, para trazermos uma mensagem alusiva a morte de Jesus, sobre por que morreu, em lugar de quem, a falar do grande amor de Deus em dar seu Filho em nosso benefício? Esta é a minha posição. Um grande abraço.