sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

FÁTIMA: O MAIOR EMBUSTE DA 'MATER ECLESIA'...

Pr. José Barbosa de Sena Neto
pastorbarbosaneto@yahoo.com.br

Antes que venha a ser novamente cobrado (!) por não estar escrevendo sempre sobre o catolicismo romano, já que é esse o assunto continuamente esperado por muitos irmãos pelo fato de eu ser ex-sacerdote católico romano, satisfazendo assim a muitos leitores, não posso deixar a fazer algumas considerações sobre Fátima – um dos maiores embustes da assim autochamada “Mater Eclessia”.

Aqui em Fortaleza, minha terra natal e onde resido, temos o maior, o mais belo e o mais imponente e rico santuário mariano de Fátima no Brasil, o qual se tem transformado em ponto turístico da cidade, para a felicidade e o enriquecimento de seu pároco, a seu gosto idiossincrásico questuoso.

Pensou-se que, após a ‘revelação’ e divulgação do mentiroso terceiro ‘segredo’ de Fátima, o qual nem mesmo os católicos romanos mais fervorosos nele acreditaram, fosse haver um arrefecimento do devocionismo à ‘santinha’ da Cova da Iria. Mas o que se percebe é que este culto mariano, alimentado pelo herético “movimento de renovação carismática” tem crescido mais e mais pela falta de conhecimento, pois o fiel católico romano dificilmente se interessa em pesquisar a ‘sua fé’, já que com incrível facilidade acredita em tudo aquilo que os padres pregam e ensinam, sem questionamento nenhum...

Conheçamos, pois, um pouco mais acerca de Fátima e de sua “senhora”. Os três videntes de Fátima, Lúcia de Jesus, Jacinta e Francisco Marto, nasceram no lugarejo de Aljustel, pequeno aglomerado de casas térreas humildes e escuras, escondido no meio dos montes que fazem parte da Serra de Aire.

De Aljustel a Fátima, a distância é curta. Afastada de Aljustel cerca de dois quilômetros, existia uma pequena depressão, cavada entre os montes pedregosos, conhecida pelos nomes de Cova da Iria ou Lagoa da Carreira. Foi neste local que as crianças afirmaram ter presenciado as ‘aparições’ da ‘senhora’ de Fátima. Hoje, o aspecto paisagístico e topográfico, que a Cova da Iria tinha em 1917, foi totalmente modificado.

Fátima, além de ficar situada numa região montanhosa, que na época das ‘aparições’ estava desprovida de bons e eficientes meios de comunicação, encontra-se numa zona onde se consome vinho de elevada graduação alcoólica, com uma população na sua quase totalidade, analfabeta e supersticiosa. É preciso não esquecer que o que nesta gente ignorante se conserva com o nome de ‘religião cristã’ não é mais do que superstição nas suas exteriorizações mais grosseiras e inferiores.

A mãe de Lúcia, lia aos filhos episódios do Velho Testamento, nos quais a divindade está em contato direto e permanente com os homens e Lúcia, por conseqüência, considerava fato trivial a ‘aparição’ nos seus dias de entes sobrenaturais a qualquer pessoa.

Os padres, que naquela região gozavam de grande prestígio e autoridade e, seguidos às cegas, eram escutados e obedecidos pela população, e ‘espertos’ como bem se pode dizer que eles eram, orientavam e guiavam a vida toda na sua paróquia.

Não tenham a menor sombra de dúvidas que os padres daquela região diante deste meio propício, no mais alto grau, à crença no sobrenatural, que fizeram agir as três crianças no sobrenatural, utilizando os três pequeninos videntes tais como suas marionetes, que em 1917 tinham dez, nove e sete anos de idade, respectivamente.

A cúpula da Cúria Romana, a bem da verdade, no princípio não acreditou durante 13 anos nas ‘aparições’ da ‘senhora’ de Fátima, artimanhas engendradas pelos então padres de Fátima, mas quando verificou que milhares e milhares de pessoas acorriam a Fátima, entre 13 de maio a 13 de outubro, de cada ano, dando-lhes altos lucros financeiros, políticos e prestígio eclesiástico, apressou-se a reconhecê-las, em 1930, como fenômeno sobrenatural, oficialmente.

A ‘Mater Eclessia’ reconhece Fátima, como “um verdadeiro milagre”, não de Deus, evidentemente, produzido por aquela vertente demoníaca que, sobretudo em horas de maior aflição, sempre se manifesta no mais fundo dos seres humanos e os leva a prostrar-se de joelhos não só diante de imagens surdas e mudas, mas também diante dos representantes do idolatrado poder religioso e eclesiástico romano, na ilusória esperança de que, assim, as suas muitas aflições poderão encontrar qualquer mágica saída da ‘cartola’.

Os livros que a finada Lúcia de Jesus escreveu sempre em nome, é claro, do “voto de obediência”, sob a observação de seu ‘orientador espiritual’ e ‘confessor’, são bizarros e delirantes. Mesmo assim, a estes escritos atribuídos à Irmã Lúcia de Jesus, recentemente falecida, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé – antigo “Santo Ofício” – do então todo-poderoso cardeal Joseph Ratzinger – hoje Bento XVI – nunca os declarou perigosos para a “fé católica”. Pelo contrário. Ratzinger, até veio, há tempos, a Fátima, dar a entender que o “segredo” de Fátima é coisa para se tomar a sério. Não é à-toa que ‘sua santidade’ virá ao Brasil em maio vindouro – mês da primeira ‘aparição’ – numa tentativa desesperada para tentar estancar a arrevoada de fiéis em bandos para as diversas igrejas evangélicas existentes em nosso país. Estejamos atentos.

pastor batista, ex-sacerdote católico romano, autor do livro "Confissões Surpreendentes de um ex-Padre", conferencista.

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